Cautela orienta os passos da Pimpolho
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Cautela orienta os passos da Pimpolho

Membro da terceira geração a comandar a empresa de roupas para bebês, Ricardo Brito diz que está no DNA do negócio caminhar com segurança

Claudio Marques

05 Setembro 2016 | 07h06

 Ricardo Brito, diretor da Pimpolho, empresa de moda infantil. Divulgação

Ricardo Brito, diretor da Pimpolho, empresa de moda infantil. Divulgação

Cláudio Marques

Ver a terceira geração no comando de uma empresa é a comprovação do sucesso do empreendimento iniciado em 1962 pelo casal José Tavares e Nilza dentro de casa.
Ele, um imigrante português que trabalhava como representante comercial, e ela, uma dentista, se conheceram no Rio de Janeiro. Mas Tavares se encantou pelo Espírito Santo, e o casal foi viver no Estado.
No seu trabalho de representante, constatou que havia espaço para a venda de sapatos e cuequinhas para bebês para lojas de armarinhos. O casal lançou à atividade. Ela começou a costurar as peças em casa e Tavares, as vendia. Era o início da hoje tradicional Pimpolho, indústria de roupas, sapatos e acessórios para crianças de até 3 anos de idade.
“Foi assim, começou aos poucos”, conta o diretor comercial e de marketing, Ricardo Brito, que hoje comanda a empresa ao lado dos primos Gabriela Brito, diretora de Estilo, e Fernando Brito, diretor financeiro – netos de Tavares e dona Nilza.
“Foi crescendo devagar. Contrataram costureiras para trabalhar na garagem da casa deles. Também, aos poucos, foi aumentando a linha de produção. Primeiro, fizeram as cuequinhas e sapatos, depois meias e hoje temos toda a linha de meias, calçados, brinquedos e uma linha de acessórios bem grande, são joelheiras, bolsa maternidade, luvinhas.”
De acordo com Ricardo, o crescimento foi muito consistente e eles não fizeram empréstimos bancários. “Foram girando o próprio capital.”
Ele diz que os avós foram conquistando mercado com produtos de qualidade, com credibilidade na entrega. Ao mesmo tempo, Ricardo aponta outro fato que ajudou na expansão. “Como o fundador era representante comercial, a equipe de vendas sempre foi um ponto muito forte na empresa. Mesmo no início, ele (o avô) já tinha representantes espalhados pelo Brasil – hoje são mais de 80. Então, acho que essa parte e a da distribuição foram pontos muito forte para levar a marca para pontos distantes”, avalia.
“A empresa sempre dá um passo de cada vez, isso está no DNA dela, avança com segurança. Até hoje, a Pimpolho gira com capital próprio, tem pé no chão, não dá um passo maior que a perna”, afirma.
Foi desta maneira que a companhia chegou ao nível atual. Uma fábrica própria em Vila Velha (ES), de 8 mil metros quadrados, e dois centros de distribuição de 5 mil metros quadrados em Viana (ES). De acordo com Ricardo, são mais de 1.000 funcionários diretos e indiretos. “Também compramos e revendemos com a nossa marca, temos vários parceiros que produzem para a Pimpolho”, diz.
Para Ricardo, o estilo pé no chão de gestão tem ajudado a empresa a passar pelas crises vividas pelo País. “Agora temos uma nova crise, bem difícil”, afirma. Para enfrentá-la, a Pimpolho mudou a forma de atuar, de acordo com o diretor. “Entendemos o que o consumidor quer nesses momentos de crise, para levar para ele o produto ideal para esses momentos.”
Para isso, foi necessário ajustar o portfólio. “Vimos que o cliente não estava mais disposto a gastar o que gastava há dois, três anos. Então, fizemos algumas linhas mais propícias para atender esse consumidor. Temos a linha Colorê de calçados, que é fácil de limpar, prática, dá para lavar e é possível utilizá-la várias vezes. Tem uma camada parecida com plástico, mas com uma pegada fashion e com um preço mais baixo e que pode ser usada em várias ocasiões.” No total, a marca tem mais de 1.000 produtos em catálogo.
Ricardo diz que as alterações animaram os lojistas, seus clientes diretos. Desta maneira, os netos do seu José, falecido, e da dona Nilza vão conduzindo o legado da família, com a ajuda da segunda geração, alocada no conselho de administração.

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