Chiquinho Sorvetes cresce e conquista o País

Chiquinho Sorvetes cresce e conquista o País

Fundada em 1980 em um pequeno espaço de 16 m2 em Frutal (MG), empresa vira franquia, se expande e hoje tem 400 unidades

Claudio Marques

03 de outubro de 2016 | 07h44

Isaías Bernardes, fundador da rede Chiquinho Sorvetes

Isaías Bernardes, fundador da rede Chiquinho Sorvetes

O caso de sucesso da Chiquinho Sorvetes e de seu fundador, Isaías Bernardes, parece saído de uma história de ficção, na qual um pequeno empreendedor do interior começa seu negócio em espaço físico reduzido, vai crescendo aos poucos, graças ao seu esforço e dedicação, até que se torne uma rede de grande porte. A diferença é que aqui a história é real. A marca Chiquinho Sorvetes se tornou uma franquia em 2010 e atualmente tem 400 unidades abertas em todo o Brasil e prevê faturar R$ 300 milhões neste ano ante os R$ 222 milhões de 2015.

Tudo começa em 1980 em Frutal, cidade localizada no Triângulo Mineiro, que hoje tem cerca de 57 mil habitantes. Naquele ano, o pai de Isaías, Francisco Olímpio, o ‘seu’ Chiquinho, abriu para ele a sorveteria. “Era um espaço de 16 m²”, recorda Bernardes.

Se o espaço era pequeno, no entanto, foi suficiente para ele dar início à rede. Em 1986, abriu a primeira filial, em Guaíra, já no Estado de São Paulo, mas relativamente próxima a Frutal. “Depois, vieram as lojas de Barretos, Araraquara, Orlândia e outras”, conta.

A expansão a partir de Guaíra teve a participação de familiares, que abriram unidades com o nome Chiquinho Sorvetes, oferecendo o mesmo produto com a mesma padronização das lojas de Bernardes, que ressalta: “O produto faz a marca”. Desta maneira, a Chiquinho foi se expandindo e se consolidando.

Em 1998, a adoção de máquinas de sorvete soft (tipo italiano), deu novo impulso ao negócio, que a essa época já era uma pequena rede de lojas. A empresa desenvolveu uma “fórmula secreta” para a base do sorvete, que até hoje é seu diferencial, de acordo com o empresário. Essa receita chamou a atenção para o produto. Bernardes alega que a maciez e a cremosidade fazem a diferença.

Nova fase. A partir de 2005, a empresa entra em nova etapa, com a expansão para cidades maiores do interior. Em 2010, então com 80 unidades, a empresa decide se tornar uma franqueadora e cria a CHQ Companhia de Franchising para administrar a marca, cuja sede fica em São José do Rio Preto (SP).

A decisão acelerou o processo de expansão. Bernardes conta que a entrada no ramo de franquia foi feita pela própria empresa sem auxílio externo. De acordo com ele, um ano depois da entrada no segmento, a empresa já recebeu prêmio de excelência em franquia.

Agora, além das 400 lojas em atividade, mais 60 licenciamentos já foram vendidos, o que significa que mais estabelecimentos serão inaugurados.

Os negócios também se expandiram, com a criação dos braços de logística – que tem seis caminhões próprios e abastece as lojas da rede –, uma distribuidora de produtos, um restaurante – “O melhor de São José do Rio Preto”, diz Bernardes – , uma loja-piloto, uma agência de publicidade e uma desenvolvedora de software.

Embora todos esses negócios tenham por objetivo servir a Chiquinho Sorvetes, Bernardes diz que estão sendo preparadas para oferecer serviços para terceiros no futuro.

Para ele, o fato de a estratégia da Chiquinho ter sido se instalar em cidades pequenas no interior, ajudou a não enfrentar diretamente as grandes empresas do segmento de sorvetes. “Fizemos o caminho inverso que se costuma fazer e fomos do interior para as capitais. Ao mesmo tempo, temos um mix de produtos de alta qualidade, com preços acessíveis e apreciado por pessoas de todas as idades e de todas as classes”, afirma, acrescentando que as lojas da rede têm layout moderno e atraente.

Elas oferecem um mix variado de produtos. São mais de 100 opções em casquinhas, milkshakes, sundaes e o mais recente produto da empresa: o Chiquinho do Pote, apresentado em embalagem de 980 ml em cinco sabores.

Segundo Bernardes, o crescimento da empresa não o levou a estudar administração ou gestão. “Eu só trabalho”, diz. Mas ele buscou ter profissionais competentes ao seu lado e conta que a administração é “bem horizontal”, com poucos níveis hierárquicos para agilizar a tomada de decisão.

Atualmente, ele é dono de 51% do capital do grupo. O restante está pulverizados entre os demais sócios, todos ligados à família. O grupo tem um conselho de administração do qual participam esses sócios, que possuem um representante na gestão e que auxilia Bernardes

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