Das festas na adolescência a dono de agência de publicidade especializada em franquias

Trajeto empreendedor de jovem empresário começou ainda no colégio promovendo eventos musicais na zona leste

Claudio Marques

19 Novembro 2018 | 07h48

Gabriel Dantas, fundador da BBPP. Foto: Gabriela Bilo/Estadão

O jovem empresário Gabriel Dantas, de 31 anos, diz que sua veia empreendedora é de família, mas o que o levou para o mundo do negócios foi a ideia de uma amiga de classe, ainda no ensino médio: promover  eventos de entretenimento. Eram uma espécie de baladas vespertinas no fim de semana: começavam às 14 horas e terminavam até as 20h, animadas por bandas. A mesma amiga sugeriu que o público-alvo seria o da zona leste – o que também definia o tipo de conjunto musical a ser contratado.

Com pequena ajuda financeira do pai e o apoio da mãe, colocou a ideia em prática, aos 15 anos de idade, em 2002. “Na primeira festa, no Tatuapé, eu esperava 500 pessoas, duas mil compareceram”, conta. Ele havia alugado o espaço (no nome da mãe) por R$ 2 mil e total de despesas não passou de R$ 5 mil. Conseguiu pagar o pai e todas as despesas. Passou, então, a promover os eventos a cada 15 dias, e posteriomente todo fim de semana, com bandas – até NXZero participou –, sempre em locais próximos a estações de metrô para facilitar a mobilidade do público.

“Com 16 anos, ganhava muito dinheiro. Praticamente só eu fazia esse tipo de evento. Levava 4 mil pessoas por fim de semana. Na época, pagavam R$ 15 para entrar. Quanto dá 4 mil x 15? Conseguia R$ 60 mil por semana. E eu era um pirralho.”

Dantas manteve a atividade ao longo de dois anos. “Houve época em que chegava a fazer R$ 200 mil por mês. Aí você se acha Deus, ganhando mais de R$ 2 milhões por ano e tendo menos de 18 anos. Mas aí você perde o dinheiro”, conta, acrescentando que quebrou porque passou a gastar demais.

Estudos e a descoberta de um nicho de atuação

Seu lado empreendedor, no entanto, já havia despertado. Depois dessa fase, estudou e fez pesquisas na Europa. Na volta, começou a trabalhar com publicidade e, em 2007, fundou a agência PPBB (Prime Business Brasil).

Durante nova viagem ao exterior teve a ideia de se voltar para o atendimento a redes de franquias – são mais de 4 mil no Brasil, segundo ele – a fim de se diferenciar em um mercado dominado por grandes concorrentes, inclusive internacionais.

“Eu nado praticamente sozinho nesse ramo, no Brasil. As grandes empresas brigam pela Nissan, pela Fiat. Ninguém briga pelas redes. Só que essas empresas movimentam milhões e milhões de reais por ano e ninguém era especializado em rede de franquias”, afirma.

Para esse tipo de cliente, diz Dantas, o serviço tem de ser mais voltado para soluções que impulsionem as vendas. Ele conta que, no início, desenvolveu alguns projetos nesse sentido que deram certo e seus clientes começaram a crescer na época. “É uma roleta. Quanto mais o seu cliente ganha dinheiro, você vai ganhando também.”

Com foco nesse segmento, a agência cresceu e atualmente seus serviços são voltados para os meios digital e off line. Dantas diz que sustentabilidade e consciência social também são marcas da empresa.

“Acho que o principal diferencial de nossa agência é vender mais o produto do cliente para o consumidor final, fazer com que as bases de sustentabilidades sejam cada vez mais utilizadas nos processos (da empresa e nas campanhas). E não só isso, mas também levar um pouco de consciência social em nossas campanhas, o máximo possível.”

‘Sou o que sou graças à minha equipe’

O empresário não revela números do faturamento, mas diz que a empresa atualmente tem 45 colaboradores e unidades em São Paulo, Curitiba, Recife e Lisboa. E ressalta a importância do time para o desempenho obtido pela agência. “Eu tenho um time inteiro de caras fenomenais. Sou abençoado por ter pessoas inteligentes, dedicadas, que acordam cedo e vêm trabalhar, saem tarde, vestem a camisa da empresa. Eu sou muito grato a eles. Sou o que sou graças à minha equipe, também.”

Os resultados obtidos permitiram a Gabriel Dantas expandir seus negócios: ele criou a PBBR Participações e se tornou dono de uma corretora de seguros e tem participações em restaurantes da cidade. E tem planos de não parar por aí.