Dudalina cede ao feminino depois de 53 anos fabricando para homens

Gebson Pereira de Sousa

30 de maio de 2011 | 15h35

Depois de passar 53 anos resistindo aos pedidos para a fabricação de peças para mulheres, a Dudalina, uma das maiores camisarias da América Latina , não resistiu.
As primeiras peças saíram da fábrica no ano passado, durante uma fase de testes. Neste ano, a empresa, que tem sede em Blumenau (SC), abriu sua primeira loja voltada ao público feminino. “A ideia inicial era fabricar 250 mil peças neste ano, e já estamos em 800 mil”, diz a presidente da empresa, Sônia Regina Hess de Souza, de 55 anos.
Em sua trajetória, a Dudalina soube adaptar-se às constantes mudanças de cenários mercadológicos, adotando um posicionamento estratégico capaz de perceber as necessidades do consumidor – mesmo que a melhor estratégia fosse resistir à demanda. “A paixão pelo produto é nosso segredo”, diz Sônia. Os planos agora são abrir 20 lojas até o final deste ano – hoje são três, incluindo uma loja-conceito. “Vamos respeitar muito esse mercado, porque crescemos por meio de multimarcas. Mas, hoje, a necessidade de estar perto do consumidor é muito grande, principalmente para quem está construindo a própria marca.”

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