‘É preciso ter claro para onde se vai’

Claudio Marques

18 de abril de 2012 | 18h00

Cris Olivette
Marcelo Ponzoni, dono da agência Rae, MP, provou ter perfil resiliente em vários momentos da vida. “Quando eu tinha 15 anos vivi uma ruptura familiar após meu pai sofrer uma derrocada financeira.” Aos 16 anos, ele já trabalhava e morava sozinho. “Primeiro fui ajudante numa mecânica, depois vendedor de calça jeans.” Em 1988, aos 22 anos, entrou na faculdade.
Na mesma época, conheceu Ronaldo Arthur Esperança, dono de uma revenda de automóveis, que logo assumiu o papel de segundo pai. “Ao saber da minha história, ele propôs a criação de uma agência de propaganda, tendo a revenda como primeiro cliente.” A ideia de Esperança era bancar o negócio por seis meses e depois deixar Ponzoni tocar a sociedade sozinho. Assim nasceu a Rae, que mais tarde teve as iniciais do publicitário incorporadas à marca, passando a ser Rae, MP.
Três anos depois, Esperança sofreu um acidente fatal e Ponzoni, de novo, teve de seguir sozinho. “Ou eu desistia da agência, ou fazia disso a minha bandeira. Decidi honrar a aposta que ele fez em mim e segui em frente.”
O caminho não foi fácil, mas após alguns anos a agência foi se consolidando no varejo de automóveis. “A partir de 1997 partimos para outras áreas. Hoje, também atuamos nos segmentos de shoppings centers, montadoras, editoras e saúde.”
Após 24 anos de sua fundação, a agência possui filial em Ribeirão Preto, emprega 65 profissionais, tem sede própria com 700m² e cresce 30% ao ano.
Para Ponzoni, jovens empreendedores devem ser verdadeiros consigo mesmos quanto as suas competências, fragilidades e deficiências. “Saber administrar essas questões vai ajudá-los a solidificar os estágios de crescimento. Também é preciso saber com a máxima precisão e clareza para onde se está indo.” Em sua opinião, a visão realista é de “suma importância” para quem está ingressando no mundo dos negócios.

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