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Empresa muda foco de atuação e se consolida no mercado

Empreendedor fundou a Siensa para dar aulas, mas mudou de rumo e passou a prestar consultoria em tecnologia

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24 Setembro 2018 | 07h51

Felipe Oliveira. Foto: Hélvio Romero/Estadão

Mateus Apud*
O empreendedor Felipe Oliveira, de 38 anos, acredita que o fato de se reinventar com rapidez e se adequar aos novos modelos de negócio foram atitudes fundamentais para que a sua empresa, a Sciensa, conseguisse sobreviver se consolidar no mercado brasileiro.

A companhia foi fundada em 2010 com a proposta de ser uma escola especializada no ensino do desenvolvimento de softwares. Para tornar viável a empreitada, ele vendeu seu carro e com os R$ 23 mil arrecadados, alugou salas comerciais e PCs, construiu as próprias apostilas e passou a lecionar. “Eu mesmo dava aulas e tinha planos de fazer produtos próprios, só não tinha renda para isso”, conta.

Em 2013, depois de mais de 3 mil alunos formados por ele, se sentiu seguro para ampliar a atuação da companhia e começar a prestar consultoria de especialização para empresas em paralelo às aulas. De novo sem recursos para concretizar seus planos, vendeu seu apartamento para usar o dinheiro como capital de giro na Sciensa.

A empresa, assim, conseguiu se manter e posteriormente se expandir. O crescimento impulsionou uma nova reformulação e a Sciensa se transformou em uma “aceleradora do mindset digital”. Ou seja, segundo ele, auxilia companhias a se reinventarem digitalmente, por meio de plataformas de inovação e transformação, com atuação desde a análise e consultoria até a implantação de soluções.

Ele diz que essa virada de jogo proporcionou à empresa reforçar a atuação comercial. “Eu digo que o que todo mundo está fazendo eu não gosto de fazer. Isso é uma estratégia minha, sempre estou de olho em oportunidades. Hoje, o mercado fala em transformação digital, eu já falava disso há três anos.”

O empresário diz que “não é a toa que já mudamos o foco da empresa três vezes em oito anos”. A Sciensa hoje possui 200 colaboradores, sendo que por volta de 150 são engenheiros. Faturou R$ 50 milhões no ano passado e Oliveira prevê que a receita deste poderá chegar a R$ 75 milhões em 2018.

Com a Sciensa nesse rumo, Oliveira já aposta em um novo empreendimento. “Estou criando a Ypy-Poty – Venture Building, uma empresa focada em estabelecer relação com investidores e parceiros, para iniciativas digitais. Minha ideia é passar o controle da Sciensa, no próximo ano, para um diretor executivo, para eu me dedicar integralmente à essa nova empreitada.”

No cerne do empreendedorismo de Oliveira está sua paixão por tecnologia. Aos 14 anos, começou a fazer programação. Em 1997, entrou para o curso de ciências da computação na USP e começou sua carreira na área. “Trabalhei em grandes empresas e desde os 20 anos já tinha uma carreira na área.” Mas só partiu para o empreendedorismo aos 30 anos, porque não se sentia valorizado profissionalmente.
*ESTAGIÁRIO SOB SUPERVISÃO DO EDITOR DE SUPLEMENTOS, DANIEL FERNANDES

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