Escritório virtual oferece serviços e espaços variados

Escritório virtual oferece serviços e espaços variados

Esta solução é voltada para quem busca um endereço comercial e atendimento telefônico por preço acessível aos pequenos

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21 de setembro de 2014 | 08h11

 

ESCRITORIO VIRTUAL

Cris Olivette
Graduada em turismo, a proprietária da agência de viagens Blue Marine, Aline Bissoni, trabalhou na área de excursões de cruzeiros durante dez anos, até resolver alçar voo solo. “Quando decidi criar a agência, precisava ter um endereço comercial para colocar no contrato social. Sabendo que levaria alguns meses até obter toda a documentação para poder trabalhar, optei pelo escritório virtual. Assim, consegui ter endereço comercial, telefone e alguém para atender as ligações.”

Quando a Blue Marine entrou em atividade, ela passou a ocupar uma pequena sala do escritório virtual e continuou contando com os serviços de atendimento telefônico, recebimento de correspondência, limpeza e cafezinho. “Agora, depois de dois anos, acabo de ocupar uma sala bem maior e poderei contratar meu primeiro funcionário. O novo espaço comporta outras três estações de trabalho”, diz.

Segundo a empresária, com a mudança, o seu gasto mensal passou de R$ 1,5 mil para R$ 4 mil. “Se eu fosse alugar uma sala aqui na Avenida Paulista, teria de pagar, além do aluguel, condomínio, IPTU, secretária e faxineira. Gastaria pelo menos o dobro desse valor”, estima.

Para ela, o principal benefício do sistema de escritório virtual é a redução de custo. “Além disso, a equipe é muito bem preparada e atende das 8h às 22h. Se eu não estiver aqui, recebo o recado por e-mail. E se for urgente, a ligação é transferida para o meu celular”, afirma.

De acordo com a Associação Nacional dos Centros de Negócios e Escritórios Virtuais (ANCNev), que representa 70 empresas associadas, o setor cresce 20% ao ano no Brasil. Ainda de acordo com a entidade, a Região Sudeste conta com mais de 260 opções de empresas que oferecem esse serviço, que pode proporcionar aos empreendedores economia de até 70% em seus gastos fixos.

A diretora da Rede Indigo, Camila Pires, também adotou o modelo por conta da flexibilidade que oferece. Criada em 2012, a empresa especializada no desenvolvimento pessoal e organizacional começou a operar com sede alugada na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro.

“Como fui executiva de empresa, estava acostuma a ter uma grande estrutura física. Até processar toda essa mudança, achei importante ter um espaço meu. Depois, percebi que ficava mais tempo no cliente do que no escritório, então, preferi ter mais flexibilidade para atender em mais de um endereço.”

Camila afirma que sua opção pelo escritório virtual não gerou economia, porque passou a utilizar salas em dois pontos. “Gasto mais do que antes, mas o meu faturamento também é bem maior. Agora, quando não estou dando treinamento em empresas, atendo pessoa física e empreendedores no Centro ou na Barra, que são locais muito distantes aqui no Rio. Outro ponto positivo deste modelo é oferecer vários formatos de sala, e pago só pelo que utilizo.”

Ela conta que está pensando em ter espaços semelhantes em outros Estados. “Tenho ido muito a São Paulo e a cidades do Sul do País. Com o apoio dos escritórios virtuais, consigo estar no Brasil todo. No momento, por exemplo, estou para fechar um projeto no Amapá.”

O fundador da empresa de recrutamento e seleção RH Consult, Santiago Matias conta que atua na área há mais de uma década, mas formalizou o negócio há cinco anos. “No início, adotamos o modelo home office, mas sentimos necessidade de ter um ponto comercial, porque não dá para entrevistar o cliente em um café”, comenta.

Depois de avaliar as opções do mercado, Matias e sua sócia concluíram que o mais vantajoso seria optar pelo escritório virtual. “Podemos ocupar salas de tamanhos variados, conforme a quantidade de vagas de cada processo seletivo”, diz.
Outra vantagem, segundo ele, é dar uma cara profissional à empresa. “Isso nos ajudou a crescer. Pagando R$ 240 por mês, nossos clientes têm um número fixo para ligar e são atendidos por pessoas bem treinadas. Quando estamos fora, recebemos os recados em menos de cinco minutos. Para completar, as salas têm ar condicionado, o que foi uma bênção durante o último verão”, afirma.

Matias conta, ainda, que a empresa que administra o escritório virtual que ele utiliza, próximo ao metrô Vergueiro, também oferece opções de coffee break, que pode ser solicitado sempre que recebe um cliente. “Tudo isso, a um preço acessível para o pequeno empresário. No mês da Copa, não recebemos nenhuma demanda de processo seletivo. Se estivéssemos em escritório alugado, com secretária e faxineira, gastaríamos uns R$ 10 mil.”

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