Expertise e paciência são vitais para Pure Pilates
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Expertise e paciência são vitais para Pure Pilates

Douglas Paiva se especializou para ter independência da mão de obra de terceiros; conhecimento em tecnologia aprimorou a gestão

blogs

28 Maio 2018 | 07h37

Felipe Siqueira, especial para O Estado

Saber exatamente como a tecnologia poderia alavancar o negócio, conhecer a fundo a execução do serviço ofertado e contar com uma fonte de renda principal para aguentar a espera do retorno do investimento foram os ingredientes para a receita de sucesso do empreendedor Douglas Paiva.

Formado em tecnologia da informação, carreira como analista de sistemas em um banco de investimentos e estudante de educação física – que era um sonho antigo –, ele percebeu uma oportunidade de negócio no centro de terapia natural da mãe. “Havia grande potencial para aulas de pilates e, na época, abriam diversos estúdios”, conta.

Assim que concluiu sua segunda graduação, Paiva especializou-se em pilates e começou a dar aulas no centro de terapia da mãe. “A ideia inicial era obter uma renda extra e, na época, eu ficaria bem feliz com R$ 3 mil por mês”, lembra. Mas no ano seguinte, em 2009, o empreendedor, após ter validado sua expectativa de potencial de mercado, já abria sua primeira unidade da Pure Pilates.

Minimalismo

O começo, como geralmente acontece, foi difícil, mas sua experiência foi um diferencial. “Minha formação em educação física permite maior controle do negócio. Para empreender, não basta dominar o administrativo, é preciso paixão e conhecimento na área. Posso contribuir de forma direta com os professores.”

Nos quatro primeiros anos, até o início de 2013, mantinha o seu emprego como analista de sistemas, dava aulas de pilates no novo negócio e também fazia a gestão da empresa. A parte fiscal e a divulgação do negócio exigiram maior atenção, mas sua experiência em tecnologia ajudou bastante. “Só consegui crescer devido ao meu conhecimento na área. A tecnologia é diferencial para prosperar com poucas pessoas envolvidas”, diz. Segundo Paiva, ela é base para dois pilares da empresa: gestão eficiente do negócio, com apurado controle financeiro, e gestão eficiente de campanhas de divulgação em marketing digital.

Divulgação

O marketing digital é um dos pontos de atenção do negócio porque é a principal ferramenta de prospecção de clientes. “Cerca de 80% dos novos alunos são conseguidos por campanhas de marketing digital.” Paiva acrescenta que, como as unidades são geralmente instaladas em salas comerciais, sobrelojas e spas, não há fachadas, e, por isso, o investimento em marketing deve ser forte. Apenas quando a unidade fica dentro de uma academia, a propaganda é realizada de forma mais “offline”.

Na gestão do negócio, de acordo com o empreendedor, o sistema utilizado gera eficiência operacional e reduz custos. “Dentre outras funcionalidades, a ferramenta marca faltas, controla a agenda e mostra para o professor a ficha de avaliação preenchida pelo aluno antes da aula experimental.

Com investimento inicial de R$ 100 mil nos primeiros anos, por muito tempo o lucro obtido com as aulas de pilates voltou para a empresa para investimento em melhorias, capacitação de professores e abertura de novas unidades. Nos primeiros três anos, houve prejuízo e o lucro só surgiu no ano seguinte, quando Paiva decidiu deixar seu antigo emprego no banco.

Douglas Paiva. Foto: Hélvio Romero

Atualmente, o negócio apresenta faturamento de R$ 5 milhões por ano, sendo que, deste valor, cerca de 25% é lucro, segundo o empreendedor. A empresa conta com 118 colaboradores. Para poder expandir suas lojas a partir de 2013, Paiva buscou sócios entre empreendedores do seu círculo de confiança. Hoje, das 42 unidades da rede, 25 contam com sócios que dividem custos e lucros. Em apenas três destas unidades o fundador não se envolve na gestão dos empreendimentos..
Há também 13 unidades sob o sistema de franquias, que é o novo modelo de expansão do negócio. A meta é abrir 12 novas unidades por ano – em 2018, nove franquias já foram vendidas. O investimento inicial oscila entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, segundo Paiva. O valor inclui o custo da reforma necessária no imóvel, sempre alugado.

Novos planos

Paiva acaba de partir para Portugal em busca de maior qualidade de vida para ele e para a família, mas pretende prospectar o mercado para eventual expansão da rede no exterior. Com a mudança de país, o empreendedor diz que fará a gestão do negócio à distância. “A tecnologia sempre se fez presente em minha vida e, agora com a minha mudança para o exterior, percebo o quanto ela sempre me aproximou do meu negócio. A ideia é continuar tocando a rede, mas a partir de agora de forma online”, conta.