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Feira de franquias é chance de manter contato com marcas

Evento terá empresas das áreas de beleza, lavanderia, calçados e serviços automotivos, que estão entre as que mais crescem

CRIS OLIVETTE

12 Junho 2016 | 07h10

Claudia Vabeto, dona da Posé Beleza

Claudia Vabeto, dona da Posé Beleza

Nesta semana, entre 15 e 18 de junho, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) realiza a 25ª edição da ABF Franchising Expo. O evento terá 400 expositores e público estimado superior a 60 mil, segundo o vice-presidente da entidade, Altino Cristofoletti. “A procura por ingressos antecipados cresceu 60% em relação a 2015. Apesar da crise econômica e de confiança, os números demonstram o fôlego do segmento”, afirma.

Pesquisa de desempenho do primeiro trimestre do ano feita pela entidade aponta crescimento nominal de 7,6% no faturamento das redes, atingindo R$ 33,7 bilhões no período.
Cristofoletti diz que o franchise brasileiro está mais maduro e isso faz com que a as empresas vejam nele uma oportunidade para expandir suas marcas.

“O fato de envolver dois empreendedores, de um lado o franqueador com sua visão de rede e marca e do outro lado um empreendedor com visão local focada na expansão de território, faz com que essa conexão crie maior sinergia e minimize os riscos”, avalia.

Segundo ele, a manutenção do crescimento está relacionada à aplicação de indicadores de desempenho, que orienta as adoção de medidas para preservar os resultados das operações. “A natureza colaborativa do franchising também confere maior resiliência ao sistema.”

Somente no primeiro trimestre deste ano, entraram em atividade 2.911 novas operações e 108 se tornaram franqueadoras. A Posé Beleza, fundada por Cláudia Vobeto em 2009, está inserida no segmento de beleza que, segundo o estudo, cresceu 12% no período.

“Nossa primeira franquia foi comercializada em 2011. Hoje, estamos com 48 pontos, em 16 Estados. No ano passado, tivemos crescimento de 50% em número de lojas e até o final deste ano, pelo menos mais 22 unidades entrarão em operação, pois esses contratos já foram assinados”, conta.

Cláudia diz que fez uma releitura do processo de implantação para não deixar de crescer nesse período de crise. “Ajustamos o modelo de negócio para atender o investidor que está mais cauteloso. Agora, nossas lojas têm proposta mais enxuta, também reduzimos a taxa de adesão. Assim, a operação pode começar com duas posições de atendimento. Antes, eram quatro. Em termos de faturamento de loja, crescemos 18% no primeiro trimestre.”

A Posé oferece serviços de beleza expressos. O carro chefe é a depilação sem hora marcada, mas o mesmo esquema abrange serviços como escova, sobrancelha e manicure. “Na feira da ABF vamos lançar a Posé Make.

Filipe Lamim, diretor de expansão da Outer Shoes

Filipe Lamim, diretor de expansão da Outer Shoes

A diretora geral do Grupo Bittencourt Consultoria em Franquia, Claudia Bittencourt, afirma que as franqueadoras estão aproveitando este período de crise para ‘organizar a casa’, ou seja, enxugar custos e otimizar recursos para manter competitividade e resultados. “Esse movimento é importante para tornar o negócio sustentável tanto para a franqueadora quanto para os franqueados”, avalia.

Outro segmento que teve destaque no estudo da ABF é o de calçados, que cresceu 15% nos três primeiros meses do ano. O faturamento da Outer Shoes, por exemplo, aumentou 18% no período. “Nossa expectativa, agora é de fecharmos o segundo semestre com crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2015”, diz o diretor de expansão, Filipe Lamin.

Ele diz que os interessados em abrir franquias têm se dedicado mais a entender o mercado. “Temos recebido candidatos mais informados e preparados. Esse fato, aliado ao aumento da quantidade de oportunidades de pontos comerciais nos shoppings e melhores condições de negociação, criam um cenário promissor para expandir com qualidade”, afirma.

Neste ano, a marca carioca participará pela primeira vez da feira. “Estamos muito animados. Poderemos tornar o negócio mais conhecido, principalmente em São Paulo, onde há muito espaço para crescermos.”

Já a Zip Lube, fundada em 2013, está inserida no segmento de serviços automotivos, que cresceu 13% no primeiro trimestre. O gerente de operações, Alexandre Serra, conta que a marca fechou 2015 com 29 lojas em operação e que essas unidades tiveram, em média, incremento de 13% no faturamento no trimestre inicial do ano.

Especializada em serviços rápidos automotivos, como troca de óleo, filtro, fluido, bateria e palheta, a Zip Lube pretende dobrar o número de lojas até o final do ano, com 40 inaugurações. “Na feira da ABF, poderemos aumentar a visibilidade da marca e apresentar nossas vantagens e diferenciais”, diz.

LAVANDERIAS PROSPERAM EM  PERÍODO DE CRISE

Segundo estudo de desempenho do franchising no primeiro trimestre, o segmento de lavanderia cresceu 15% no período.

Fundador da Lava & Leva, Fernando Oliveira

Fundador da Lava & Leva, Fernando Oliveira

O dono da Lava & Leva, Fernando Antonio Martins de Oliveira, atribui o resultado a uma série de fatores. “Com a crise, muitas famílias dispensaram as mensalistas e reduziram ou cortaram as diaristas. Sem falar na entrada em vigor da lei das empregadas domésticas, que fez aumentar os custos dessa mão de obra.”

Oliveira acrescenta, ainda, que com o desemprego de muitos chefes de família, as donas de casa estão voltando à ativa. “Lavar e passar roupas na lavanderia se tornou a melhor alternativa para muitas famílias.”

A empresa foi criada em 2014 e virou franqueadora no ano seguinte. “Em fevereiro deste ano, quando completamos um ano como franqueadora, atingimos 200 unidades. No momento, já estamos com 250 e a meta é atingirmos 300 unidades até o final do ano”, conta.

Segundo ele, entre as marcas do mesmo segmento associadas à ABF, a Lava & Leva é a única que se enquadra na categoria microfranquia, que engloba negócios com investimento de até R$ 80 mil.
“Nosso valor fica entre R$ 40mil e R$ 50 mil com três pares de máquinas (lavadora e secadora). Negócio desse porte requer dois funcionários. Um para lavar e outro para passar.”

Ele conta que a marca oferece planos mensais de acordo com o tamanho da família, para lavagem semanal. “A dona de casa economiza tempo, água, produtos de limpeza e energia elétrica. Segundo ele, o ponto de equilíbrio ocorre quando o franqueado atinge 30 contratos e fatura cerca R$ 9 mil por mês.

Diretora do grupo Acerte Franchising, que engloba as marcas Quality Lavanderia, Prima Clean Lavanderia e Linha e Bainha, Naiara Corrêa conta que a empresa fechou 2015 com 178 unidades abertas e mais 22 para serem inauguradas em 2016, totalizando 200 unidades no Brasil e mais 66 distribuídas entre Venezuela, Argentina, Costa Rica e Curaçau.

Diretora do grupo Acerte Franchising, Naiara Correa

Diretora do grupo Acerte Franchising, Naiara Correa

“Estamos inseridos em um segmento que está tendo crescimento de consumo por conta da mudança de hábito do consumidor. Por esse motivo, os primeiros meses do ano foram muito positivos. Na Quality Lavanderia, por exemplo, houve um aumento no faturamento de 9,8%, na Prima Clean Lavanderia foi de 17,4% e na Linha e Bainha de 24,3%.”

Naiara afirma que a expectativa do grupo até o final do ano é comercializar 15 unidades Prima Clean, 12 Quality Lavanderia e 20 Linha e Bainha, totalizando 37 unidades. “As inaugurações deverão ocorrer entre 2016 e 2017”, diz.

A empresária conta que as marcas nasceram em 1996 e se tornaram franqueadoras em 1998. “Mas foi em 2005, com as fusões das marcas Qualittà Lavanderia e Quality Cleaners, transformadas na atual rede Quality Lavanderia, que tem 120 unidades atualmente, que o grupo se consolidou no segmento.”