Folia se transforma em negócio lucrativo

Folia se transforma em negócio lucrativo

Depois de fazer sucesso no carnaval, irmãs investiram em camisetas personalizadas e faturaram R$ 800 mil no ano passado

EDILAINE FELIX

25 de janeiro de 2015 | 23h28

 

As irmãs, Renata (de branco) e Andrea

As irmãs, Renata (de branco) e Andrea

Em 2011, um grupo de amigas foi passar o Carnaval na cidade o Rio de Janeiro. Uma delas, Andrea Jibrine, formada em Moda, criava camisetas personalizadas para a turma desfilar nos blocos de rua. Uma das camisetas tinha estampado o rosto de Carmem Miranda, que era a homenageada em um dos dias da folia e o “bloquinho” delas ficou conhecido como as Carmensitas. Pronto. Nascia ali o nome da marca que vende cerca de 2,5 mil peças por mês, duas mil delas, camisetas.

Ao retornar, Andrea e sua irmã Renata decidiram investir em camisetas personalizadas. “Eu já trabalhava com a minha mãe, como estilista, que está no ramo da confecção de lingeries há mais de 40 anos. Minha irmã, a Renata, é arquiteta e trabalhava na Prefeitura”, diz Andrea.

Elas aproveitaram a estrutura da fábrica da mãe para os primeiros cortes, a costura e a produção de peças. “Nós investimos R$ 15 mil na compra de tecido, construção do site e produzimos 200 camisetas.”

As vendas eram apenas pelo site e as próprias irmãs providenciavam as entregas via correios. No primeiro mês venderam cerca de 20 peças, a maioria no boca a boca, para as amigas.

Na tentativa de dar visibilidade para o site, elas enviaram um e-mail para um blog de moda. A blogueira divulgou e veio a guinada da Carmensitas.

“Depois do post, os pedidos começaram a chegar. O site não suportou a quantidade de acessos e saiu do ar. Foram muitos pedidos, inclusive de lojas multimarcas querendo vender nossos produtos”, diz Renata.

Para atender aos pedidos, elas modernizaram o site e terceirizaram a produção. “Nos primeiro quatro meses, tivemos lucro e investimos no negócio. Criamos um site mais robusto para suportar os acessos, contratamos uma designer gráfica, investimos na marca e na embalagem.”

Percebendo que o mercado de camisetas estava ficando saturado, começaram a diversificar. “O forte ainda é a camiseta, mas hoje é possível comprar objetos para casa, linha praia, toalhas”, diz Renata.

Hoje, Renata e Andrea trabalham em um escritório que tem algumas máquinas para produzir peças pilotos, mas a maioria da produção é terceirizada. São cinco funcionárias no escritório e uma equipe terceirizada de aproximadamente 50 pessoas. “Produzimos cerca de 2,5 mil peças por mês, duas mil delas são camisetas”, diz Renata.

Andrea segue como a estilista da marca e Renata, que era mais focada nos negócios, passará também para a área de estilo. “Vamos trazer um profissional de fora para cuidar da administração dos negócios.”
Em 2015, as irmãs querem ampliar a presença em pequenas multimarcas. “Queremos aumentar nossa gama de produtos, investir em uma linha de pijamas e personalizar a linha casa, assim como sãos as camisetas e as toalhas”, diz Renata.

Em 2014, a Carmensitas faturou R$ 800 mil e pretende crescer 10% neste ano, com meta de faturamento anual de R$ 1,5 milhão, no médio prazo. Metade da receita é proveniente do site e os outros 50% das vendas em multimarcas.

“Fazemos o que gostamos, criamos peças que usaríamos, que nossas amigas usariam. Este é um conceito do começo da Carmensitas, seguimos algumas tendências, mas fazendo diferente do que encontramos por aí”, diz Renata.

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