Proposta é desenvolver ferramentas de apoio para pequenos e médios
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Proposta é desenvolver ferramentas de apoio para pequenos e médios

Primeiro passo do trabalho de consultoria é entender quais são as necessidades do cliente

EDILAINE FELIX

22 Fevereiro 2015 | 10h01

Simioni. Pequenos e médios precisam de profissionalização

Simioni. Pequenos e médios precisam de profissionalização

Para Diego Simioni, cofundador da Goakira, consultoria de negócios, as pequenas e médias empresas procuram obter crescimento estruturado com a ajuda de uma consultoria .

“Um dos fatores que mais me chamaram a atenção foi a falta de profissionalização das PMEs. O empresário quer expandir, profissionalizar o negócio, melhorar os processos, mas não sabe como fazer. É então que entra o trabalho da consultoria”, diz.

“O primeiro passo é entender quais são as necessidades do cliente”, conta Simioni. Em um projeto que pode durar até seis meses, a consultoria vai entender quem são as pessoas que atuam na empresa e qual destino quer dar ao negócio.

“No plano de negócios, colocamos as perspectivas de crescimento e a dinâmica financeira. Após mapear os processos – conversar com funcionários, analisar custos, definimos as políticas que devem guiar o crescimento da empresa”, informa.

Antes de colocar em prática o plano elaborado para a empresa, a Goakira estrutura trabalhos pilotos para fazer testes. “Testamos o modelo para saber se o planejamento dará certo. Depois implementamos na empresa e acompanhamos o processo por algum tempo para medir a eficácia.”

Modelo. A Praxis Business ajuda as empresas a franquear negócios. “Atuamos em consultoria para franqueadoras e quaisquer negócios que estejam estabelecidos com redes de lojas ou outros formatos, como vendas porta a porta, para a venda de produtos e serviços”, diz o sócio-diretor da consultoria, Luis Gustavo Imperatore.

A assessoria também desenvolve ferramentas de apoio à gestão das redes de lojas e treinamento de profissionais que estão diretamente envolvidos com a gestão e a operação das redes. Além de aplicar programas de capacitação, tanto para franqueadoras, franqueados e suas equipes.

“Atendemos desde negócios que estão apenas começando e precisam avaliar e desenvolver as melhores formas de se expandir com consistência até empresas de grande porte que querem avaliar e desenvolver novos canais de vendas para seus produtos e serviços, com objetivos de atingir novos mercados ou obter vantagens competitivas.”

Os projetos da consultoria são compostos por quatro etapas principais: levantamento de informações sobre a empresa e o negócio; análise e modelagem de possíveis caminhos para apoio à tomada de decisão; detalhamento dos modelos, processos e regras necessárias, e assessoria à implantação, que é a etapa em que ajudamos o cliente a tirar o projeto do papel e coloca-lo em prática.

“O prazo médio é de três meses para as três primeiras etapas, e a assessoria à implantação vai de três meses até a mais de um ano”, diz Imperatore.

“Projetos trouxe novas persectivas para o meu negócio”

Thiago de Andrade Geraldo, de 32 anos, entrou como sócio do pai na empresa de seguros Gold Star em 2009. “O dono (o pai) vivia o dia a dia da operação, negociando, fechando contratos e percebi que precisaríamos descentralizar a administração do negocio”, diz.

Querendo melhorar os processos, Geraldo decidiu buscar ajuda de uma consultoria. “Foquei em empresas júnior, pelo custo e pela possibilidade de discutir processos, benefícios e projetos determinados.”

Thiago de Andrade Geraldo_diretor executivo da Gold Star Consultoria em Benefícios

Desde 2012, a FGV realiza diversos projetos para a corretora. O primeiro deles, de estratégia de marketing, para posicionamento no mercado e atuação, ajudou a definir uma nova área para a companhia, da qual ele agora é o diretor executivo.

“A área de benefícios era responsável por 50% de todo faturamento da corretora. Com a ajuda da consultoria, percebemos a importância do setor e criamos uma nova unidade de negócios, a Gold Star Consultoria em Benefícios, da qual eu sou diretor executivo”, diz.

Segundo Geraldo, o objetivo era descentralizar a operação com foco em três pilares: pessoas (capacitação de funcionários, definição de valores e missão); tecnologia e infraestrutura (dar condições para trabalhar) e processos (desenhar metodologias).

“A empresa já era rentável e os projetos nos proporcionaram novas perspectivas de negócios e maior importância para a administração.”

Ele conta que os conceitos aplicados são válidos para o negócio e que tem maior receita e equipe estruturada. “O faturamento da corretora em 2014 dobrou em relação ao ano anterior.”

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Geraldo diz que não aprendeu apenas a ser melhor administrador, mas também aprendeu que precisa se capacitar para ser um líder melhor. “O meu papel como gestor é fundamental. Decidi fazer um MBA em negócios. Estou crescendo e quero crescer mais”, diz.