Valduga avança investindo em qualidade e diversificação
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Valduga avança investindo em qualidade e diversificação

Empresa criada em 1875 buscou tecnologias para melhorar a ambientação da uva a fim de obter um bom produto

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08 Outubro 2018 | 13h00

Juarez Valduga, CEO e neto do fundador da Casa Valduga. Foto: Zéto Telöken/Divulgação

Mateus Apud*
A história da vinícola Casa Valduga teve início em 1875, quando Marco Valduga deixou a Itália e foi se estabelecer no Rio Grande do Sul, onde começou a cultivar suas primeiras videiras. Ao longo de seus 143 anos de existência, a vinícola precisou investir na melhoria das uvas e dos vinhos para vencer a desconfiança do consumidor em relação ao produto nacional e hoje é considerada uma das maiores e melhores do Brasil.

O atual CEO do Grupo Famiglia Valduga, Juarez Valduga, neto do imigrante italiano, lembra que o começo do empreendimento não foi fácil. Segundo ele, seu avô usava o produto como moeda de troca e apenas em 1975, teve início a profissionalização do empreendimento, com sua entrada no negócio. “Começamos nossa caminhada com zero recursos, mas com muita vontade de trabalhar. Nosso primeiro mercado era de porta em porta”, conta.

Cultura

Para o empresário, a cultura deixada por seu pai, Luiz Valduga, baseada em buscar o máximo de qualidade sempre guiou a empresa e fez com que ela crescesse. “Meu pai dizia ‘faça uma garrafa de vinho bem feita em vez de duas ruins’ e continuamos com esse conceito.”

Para isso, a empresa sempre contou com a parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para o estudo do solo. Além disso, a família buscou as melhores tecnologias internacionais para a ambientação da uva em cada região. “Foi um processo longo e demorado para a adequação de tudo, mas deu resultados. Até hoje mantemos estudos e buscamos as melhores tecnologias para manter nossa qualidade.”

O Grupo Famiglia Valduga hoje tem 350 funcionários e possui vinhedos e na Região dos Pinheiros, na Serra Gaúcha e Encruzilhadas do Sul, sendo que cada um deles é responsável por diferentes produções. A vinícola destaca-se na produção de espumantes e foi uma das pioneiras no Brasil na utilização do método champenoise – também conhecido como clássico ou tradicional, no qual o vinho passa por duas fermentações e tem como característica ser mais delicado e artesanal.

Produtos

Valduga ressalta que a empresa sempre buscou se diversificar e empreender em outras negócios. “Para sobreviver, nós empreendemos com outros produtos além dos vinhos.”

Assim, conforme as vendas aumentavam e a empresa era reconhecida, a vinícola do Vale dos Pinheiros também se transformou em um local de enoturismo. Lá, há programas de visitação à vinícola e aos vinhedos com degustação de vinhos tintos e espumantes, cursos de harmonização e degustação, além de pousadas e restaurante.

Em 1998, inaugurou a Casa Madeira, empresa voltada à alta gastronomia que produz sucos de uva, cremes balsâmicos e geleias de forma artesanal. E, em 2008, fundou a Domno – que tem duas frentes de atuação: a importação e exportação de vinhos de alto padrão e a elaboração de espumantes – e a Vinotege, de produtos cosméticos.

Premiação

Os mais recentes empreendimentos da Valduga, inaugurados em 2015 e 2016, respectivamente, são um canal e-commerce e a Cervejaria Leopoldina. O grupo informa que exporta todos seus produtos para 20 países de todos continentes e coleciona mais de 600 prêmios em concursos nacionais e internacionais. No último dia 29, foi um dos destaques da 26ª Avaliação Nacional de Vinhos. “Nos orgulha muito os prêmios que ganhamos, são resultado de um trabalho de muito tempo”, diz.

O grupo planeja se estabelecer em outros mercados. “Queremos operar no Chile, Argentina e Portugal.”

*ESTAGIÁRIO SOB ORIENTAÇÃO DO EDITOR DE SUPLEMENTOS, DANIEL FERNANDES

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