Debora Vitti/Frigol
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Com dólar forte, Frigol aposta no exterior para manter crescimento

O mercado internacional deve contribuir com 50% do faturamento de R$ 4 bilhões esperados

Sandy Oliveira, Isadora Duarte, Clarice Couto e Augusto Decker, O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2022 | 04h00

A indústria de carnes Frigol aposta na exportação para alavancar o crescimento em 2022. O dólar forte ante o real e a demanda aquecida favorecem as vendas, que tendem a avançar 40%. O mercado internacional deve contribuir com 50% do faturamento de R$ 4 bilhões esperados, ante participação de 40% dos cerca de R$ 3 bilhões obtidos em 2021, diz Eduardo Miron, CEO da companhia. O aumento deve vir de compradores da Ásia e da conquista de novos. A empresa trabalha em certificações de qualidade para a Europa, busca habilitação para os Estados Unidos e aguarda liberação de mais uma planta para a China. A expectativa é ampliar o número de países de 60 para 100.

China continua como principal destino

Apesar da diversificação, a China tende a se manter como principal mercado da Frigol – respondeu por 80% das vendas de exportação em 2021. “O país é superimportante, mas não significa que a empresa não tenha flexibilização para vender a outros países”, observa Miron.

Resultado no mercado doméstico é incógnita

Por aqui, o ano tende a ser desafiador para as indústrias de carnes. A redução do poder de compra vem afetando o consumo das proteínas, especialmente a bovina. A possibilidade de os encontros sociais voltarem a acontecer é uma esperança para a retomada da demanda, diz o executivo.

Nova página. A Lavoro acaba de concluir a compra da Agrozap, líder em distribuição de insumos agrícolas no Triângulo Mineiro. A operação havia sido anunciada em agosto. O próximo passo será a expansão física da empresa mineira, conta Marcelo Abud, o CEO. Hoje com nove lojas, incluindo a matriz em Uberaba, a Agrozap deve ganhar mais duas filiais no primeiro semestre, em Patrocínio e Araxá, totalizando 11. “Minas Gerais é um Estado novo para a Lavoro, um mercado grande e relevante para o agronegócio”, diz.

Supetão. A chegada da Lavoro a Minas Gerais se deu com a abertura de duas lojas da goiana Produtec, comprada pelo grupo, seguida da aquisição da mineira Produttiva e da Agrozap. Tudo faz parte do plano de expansão nacional do grupo, que comprou cinco empresas em 2021, oito em 2020 e prevê chegar a 182 lojas até meados deste ano. Sobre novas aquisições em Minas, Abud responde ter “grandes expectativas para a região”.

Em todas. O agronegócio ganhou relevância nos últimos anos para a japonesa Komatsu, de equipamentos de construção, mineração, industrial e florestal, conta Luciano Rocha, vice-presidente executivo de Construção. Profissionalizado, o setor vem deixando de lado tratores adaptados e investindo em máquinas de construção para abrir áreas e movimentar materiais (adubo, grãos etc). Vendas para produtores, locadoras e agroindústrias cresceram 40% em 2021, para quase 800 unidades, e representaram 30% dos negócios da divisão de construção. 

Freguês manda. A Komatsu lança em fevereiro uma máquina de construção com recursos demandados pelo setor. Recentemente adaptou carregadeiras para canaviais. Em 2022, as vendas para o agro devem acompanhar o crescimento do mercado de construção, 12% a 15%, abaixo de 2021. “É ano eleitoral, tem inflação, aumento da Selic e a indústria brasileira está próxima do limite de produção”, diz Rocha.

Recupera. A Tereos vai reflorestar 1,5 mil hectares de vegetação nativa no interior de São Paulo, junto às sete usinas do grupo. Serão plantadas 1,1 milhão de mudas de espécies nativas. Em Olímpia (SP), na região do Rio Turvo, semeará 64 mil mudas dos biomas Mata Atlântica e Cerrado. “O projeto vai gerar um corredor ecológico ligando outros pontos do rio e fragmentos da mata ao corpo hídrico”, diz Renato Zanetti, superintendente de Excelência Operacional. 

Exportação do agro para Canadá cresce 43%. O Brasil faturou 43% mais com a exportação de produtos agropecuários ao Canadá em 2021, somando receita de US$ 728,430 milhões. Açúcares, café, carnes e frutas lideraram as vendas. O agro representou 15% do total comercializado entre os países no ano passado, segundo dados exclusivos da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

Broadcast Live discute o futuro do RenovaBio. O principal programa de incentivo aos biocombustíveis do País é o tema do Broadcast Live da quinta-feira ((27). Pietro Mendes, diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, vai analisar avanços e os desafios que ainda permeiam o RenovaBio. 

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