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Com retomada do food service, Nestlé supera resultados pré-pandemia

Do ano passado para cá, companhia ganhou 15% mais clientes; A alta de 10% sobre 2019 ocorre após um 2020 difícil, marcado pelo fechamento de bares e restaurantes

Isadora Duarte, Clarice Couto e Julliana Martins, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2021 | 05h00

A Nestlé Brasil prevê crescer 25% este ano na linha de alimentos voltada a restaurantes, padarias, confeitarias e escritórios. Do ano passado para cá, ganhou 15% mais clientes. A alta de 10% sobre 2019 ocorre após um 2020 difícil, marcado pelo fechamento de bares e restaurantes, diz Germán Carvallo, diretor da Nestlé Professional para o Brasil. Globalmente, a linha faturou 5,13 bilhões de francos suíços (US$ 5,6 bilhões) até setembro.

Para 2022, o avanço esperado no Brasil é de 7% a 9,5%, com aporte de pouco mais de US$ 1 milhão na compra de até 1,5 mil máquinas de café para food service. “Focamos em canais de rápida recuperação, como padarias e confeitarias de supermercados, atacarejos e lojas de conveniência.”

O e-commerce tem sido aliado da Nestlé para a retomada no food service. Pela venda online, que permite volumes menores, a empresa busca maior inserção em clientes pequenos e médios, como pizzarias. Em 2022, 10% das vendas da linha no Brasil devem vir do e-commerce.

Apesar da perspectiva de demanda, a inflação de custos preocupa a Nestlé Professional. “Precisamos absorver parte do aumento do preço das matérias-primas”, diz Carvallo. Neste ano, a empresa lançou mão de dois reajustes de preços na linha profissional e não descarta a possibilidade de novos repasses. 

Ponte

O Bradesco concluiu a emissão de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio para 125 cooperados da gaúcha Cotribá. Como coordenador líder da operação, o banco levantou R$ 97,5 milhões com quase 50 investidores e a própria Cotribá, que aportou R$ 19,6 milhões, diz Marina Milanez, superintendente do Bradesco BBI.

Segurança 

A transação é a segunda do BNDES Garantia, em que o banco atua como garantidor da maior parte do recurso, ou R$ 78 milhões. Marina explica que isso dá segurança ao investidor para aceitar retorno menor do que em papéis de mais risco e, assim, viabiliza juros mais baixos para os agricultores. No CRA da Cotribá, a taxa será CDI (em linha com a Selic, hoje de 7,75% ao ano) mais 1,1%. “É no mínimo 0,5% menor do que em CRA semelhante, mas sem garantia.”

É meu

 Após 11 anos de investimentos na paulista Imeve, de probióticos e medicamentos para animais, o fundo Criatec, do BNDES, gerido pelas gestoras Antera e KPTL, vendeu sua fatia aos fundadores da empresa. “Faz sentido recomprarmos a parte do Criatec. Há muito para crescer, entraremos no mercado agrícola com inoculantes e expandiremos as exportações”, conta Gustavo Costa, sócio da Imeve, acrescentando que a saída do fundo era esperada. Com a venda, o Criatec obteve retorno de 6,5 vezes em relação ao valor aportado – não revelado.

Retorno

Fundada em 1980 por professores da Unesp, em Jaboticabal, a Imeve multiplicou a receita por oito desde 2011: de cerca de R$ 5,5 milhões para perto de R$ 44 milhões, hoje. “Avançamos em gestão, governança e profissionalização”, diz Costa. 

De vento em popa

A Perfect Flight, startup de gestão e inteligência de pulverização, prevê cobrir na safra 2021/22 área 50% maior, de 15 milhões de hectares. O faturamento deve dobrar ante os R$ 6 milhões do ciclo 2020/21. “O crescimento virá de novos serviços, como gestão da pulverização localizada por drones e terrestre”, diz Leonardo Luvezuti, diretor de operações. Focada em grãos, algodão e cana, a agtech quer atuar mais em arroz, citros e florestas. 

Lá fora

 Agora, a Perfect Flight quer ampliar a atuação nos EUA, onde abriu escritório em maio. Lá, espera alcançar 500 mil hectares de grãos e algodão em 2022. Austrália e Canadá estão entre os novos destinos para 2022.

Grande safra no Brasil pressiona preço da soja

O plantio de soja acelerado no Brasil e o clima favorável às lavouras sinalizam uma grande safra pela frente, o que pressiona as cotações futuras do grão na Bolsa de Chicago. “Se não houver imprevistos climáticos no Brasil e na Argentina, os preços devem cair mesmo com compras da China nos dois países”, diz a analista Andrea Cordeiro.

Rússia absorverá parte da carne não enviada à China

A semana deve seguir tensa para exportadores de carne bovina daqui. Além da indefinição sobre a volta das vendas à China, pecuaristas dos EUA tentam barrar a entrada do produto brasileiro, alegando problemas ambientais. O alento para o setor veio da Rússia, que abriu cotas de importação para o Brasil.

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