Célio Messias/Estadão - 05/06/2013
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LDC investe em armazenar suco de laranja para crescer nos principais mercados

Investimento, de US$ 25 milhões, aumentará em 3,5 vezes a capacidade da unidade de Matão (SP) da Louis Dreyfus Company (LDC), para 42 milhões de litros

Leticia Pakulski, Clarice Couto, Isadora Duarte, Augusto Decker e Sandy Oliveira, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2022 | 15h15

A Louis Dreyfus Company (LDC) inicia ainda este mês a construção de tanques de armazenamento de suco de laranja não concentrado (NFC, na sigla em inglês) para 30 milhões de litros em sua unidade de Matão (SP), uma das três de sucos cítricos que a companhia opera no Brasil. O investimento, de US$ 25 milhões, aumentará em 3,5 vezes a capacidade da unidade, para 42 milhões de litros, permitindo à LDC produzir 300 milhões de litros ao ano no município paulista.

“O projeto faz parte dos planos da companhia de expandir a comercialização de NFC na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia”, diz à coluna Juan José Blanchard, diretor da Plataforma de Sucos. O mercado nacional e sua demanda seguem sendo observados, informa. A expectativa é de que os tanques estejam em plena operação até o fim de 2023. A expansão busca atender à crescente demanda e consolidar a LDC “como um dos três principais processadores e comercializadores globais de suco de laranja”, diz Blanchard. 

O consumo de NFC tende a crescer no mercado externo e interno, diz Ibiapaba Netto, diretor executivo da CitrusBR: “Vemos um cenário de substituição do suco concentrado pelo não concentrado”. Europa e EUA são os maiores clientes, mas a China, “que começa a fazer a transição para NFC”, tem comprado mais.  

Uma parte

O investimento de R$ 500 milhões da Unigel este ano em uma fábrica de ácido sulfúrico em Camaçari (BA) reduzirá a dependência externa do Brasil do adubo sulfato de amônio, a partir do ácido, mas a produção ainda ficará aquém do necessário. Luiz Felipe Fustaino, diretor de Relações Institucionais, diz que a fábrica deve viabilizar a reativação da planta de sulfato da Unigel em Laranjeiras (SE), elevando a produção nacional a 670 mil toneladas. O País, no entanto, consome de 3 a 3,5 milhões de t do insumo.

Condicionantes

Em 2021, a Unigel investiu R$ 510 milhões para reativar duas fábricas de fertilizantes arrendadas da Petrobras, na Bahia e em Sergipe. Juntas, elas podem produzir até 1,15 milhão de toneladas de ureia. O consumo nacional é de 8,2 milhões, diz Fustaino. Produzir mais nessas localidades depende de acesso a gás natural a preços competitivos e mudanças legislativas para concorrer em “pé de igualdade” com os importados. “Um parque industrial novo requer investimento bem maior do que os já feitos.”

A pleno vapor

A indústria de alimentos e bebidas deve ser alvo de novas fusões e aquisições neste ano, projeta Leonardo Dell’Oso, sócio da empresa de consultoria e auditoria PWC no Brasil. No ano passado, 41 transações foram registradas no ramo, 141% mais que no ano anterior. “A consolidação do setor vem ocorrendo desde 2020. É um crescimento expressivo e a indústria continua aquecida”, diz.

Leque ampliado

Por meio da estratégia, a indústria alimentícia busca incorporar marcas em crescimento, diversificar portfólio e entrar em novos segmentos, segundo Dell’Oso. “Há muitos negócios ocorrendo. Vemos projetos em andamento de grandes players comprando outras marcas.” Entre os interesses do setor, ele cita que a indústria mira em segmentos como pastifícios, empresas de esmagamento de soja para produção de óleos vegetais, atomatados, proteína vegetal, snacks e alimentos saudáveis.

Prêmio

A Nestlé economizou, no ano passado, 56,8 milhões de litros de água em 1,4 mil fazendas parceiras, dentro de uma iniciativa promovida com a Embrapa. A gigante suíça de alimentos oferece aos produtores um bônus, que pode variar de R$ 0,05 a R$ 0,10 por litro de leite, dependendo das práticas adicionais de sustentabilidade adotadas. A meta da companhia é ter, até o fim de 2022, dentro da atividade, 100% das 1,5 mil fazendas parceiras. 

Guerra eleva exportações de milho do Brasil 

A procura por milho do Brasil aumentou nas últimas semanas, com a guerra na Ucrânia, grande produtora do grão. Ao apresentar, na última semana, os resultados do Rally da Safra, André Pessôa, da Agroconsult, disse que entre março e abril o País deve exportar 2 milhões de t. De fevereiro deste ano a janeiro de 2023, os embarques devem somar 41,6 milhões de t. 

Inmet mostra o que mudou no clima em três décadas 

O Inmet mostrará o que mudou no clima do Brasil nos últimos 30 anos. Na quinta-feira, a entidade lança as “Normas Climatológicas 1991-2020”. O documento traz as médias calculadas no período e que servem para definir o clima em várias regiões, tema essencial para planejamento urbano e rural. 

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