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Agronegócio do Brasil atrai startup argentina Sima 

Em faturamento, a expectativa é fechar em R$ 5,5 milhões em 2020 e, no ano que vem, bater nos R$ 15 milhões

Coluna do Broadcast Agro, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2020 | 06h05

O agronegócio brasileiro vem atraindo o interesse de startups do exterior, entre elas a argentina Sima, que trabalha com monitoramento de lavouras de grãos. No Brasil desde fevereiro, a agtech espera fechar o ano com 800 mil hectares sob acompanhamento e, em 2021, atingir até 2 milhões de hectares. Na América Latina, também deve aumentar sua cobertura para 6 milhões de hectares em nove países, o dobro deste ano. Em faturamento, a expectativa é fechar em R$ 5,5 milhões em 2020 e, no ano que vem, bater nos R$ 15 milhões. Além disso, abriu uma rodada de investimentos, que deve ser concluída entre janeiro e fevereiro. “É um mercado de muita concorrência. Precisamos atrair investidores para crescer mais rápido”, diz Mauricio Varela, cofundador e gerente de América Latina. 

Planos futuros

Com os novos aportes, a ideia é aumentar a equipe, aprimorar tecnologias e ampliar a promoção de produtos e serviços. “Queremos consolidar o mercado do Brasil, mas também internacionalizar mais a empresa”, descreve Varela. “Há muito espaço para crescer na Colômbia e no México.” Para enfrentar multinacionais, que vêm investindo em peso em agricultura digital, a Sima busca atuar junto a revendas, seguradoras e cooperativas. “Por sermos independentes, podemos fazer parcerias com qualquer empresa.”

Diversificando

Além da expertise em soja, milho e trigo – que já vem desde a Argentina –, a Sima pretende expandir sua plataforma de monitoramento e as análises de dados para algodão, citros, café e cana-de-açúcar. O primeiro foco foi o Sul, mas a empresa já conquistou clientes no Centro-Oeste e Sudeste e quer atingir também o Matopiba no ano que vem.

Verdinhas

O Itaú BBA desembolsou na sexta-feira a primeira Cédula de Produto Rural (CPR) financeira em dólar do mercado, no valor de US$ 2 milhões, para financiar a safra de verão 2020/21. O título foi regulamentado em abril com a aprovação da Lei do Agro (13.986). A expectativa é grande, conta Pedro Fernandes, diretor de Agronegócio do Itaú BBA. “Deve se tornar nosso principal produto a partir do segundo semestre de 2021.” Mais da metade da carteira de agro do banco estimada para o ano que vem, de R$ 50 bilhões, deve vir de CPRs em dólar, projeta. 

Dominó

As emissões de CPRs em dólar também vão fomentar o mercado de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) referenciado em dólar, já que são lastro para esse papel. Em dezembro ao menos 30 operações de CPR em dólar devem ser fechadas pelo Itaú BBA, diz Fernandes. Produtores do Centro-Oeste, acostumados a comprar insumos em dólar, devem concentrar a demanda. O título não tinha engrenado ainda pela necessidade de preparar o sistema e, sobretudo, priorizar linhas emergenciais diante da pandemia, conta o executivo.

Visão

A norte-americana Stoller, que atua nos mercados de inoculantes, fertilizantes especiais e controle biológico, se prepara para suprir a demanda brasileira por produtos que elevem a produtividade. O País representa 40% da receita global do grupo. Há pouco tempo, apresentou um produto para a soja que será lançado em 2021 e reúne cepas de duas bactérias. Também planeja investir R$ 250 milhões nos próximos três anos em pesquisa, inovação, tecnologia, serviços e na própria equipe, segundo Tiago Gontijo, diretor executivo da empresa no Brasil.

Alicerce

Novos produtos e investimentos devem sustentar as previsões da empresa de crescer entre 25% e 30% em receita neste ano e 20% ao ano pelos próximos três. “A adoção de produtos de performance de plantas (como os produzidos pela Stoller) deve crescer 15% neste ano. Por muitos anos o interesse por esses insumos ficou restrito aos ‘early adopters’, produtores que gostam de experimentar tecnologias, mas agora mais gente percebe valor. A realidade atual é muito diferente da de dez anos atrás”, afirma Gontijo. 

Quem dá mais?

O Grupo Superbid, de leilões online, observa maior interesse na negociação de máquinas agrícolas em 2020. Houve alta de 10% no volume ofertado, ante 2019, e de 30% na audiência em leilões. Marcelo Pinheiro, diretor técnico da MaisAtivo, empresa do grupo, explica que a expectativa de supersafras estimula a venda de usados em leilões. Vendedores usam o dinheiro na compra de bens novos, enquanto compradores conseguem adquirir produtos modernos a preços mais baixos. Cerca de 22% das máquinas ofertadas atualmente têm menos de cinco anos de uso – até 2017, a maioria tinha de 10 a 20 anos. 

Etanol e literatura

Parte da história da Atvos – segunda maior produtora de etanol do Brasil, que hoje é alvo de disputa judicial entre a Odebrecht e fundos norte-americanos – será contada no livro Luz, Câmera & Gestão, escrito pelo ex-vice presidente da companhia, Genésio Lemos Couto. O lançamento será nesta quarta-feira (2). Autor e convidados farão transmissão ao vivo no Youtube às 19 horas. Além de falar sobre o grupo sucroenergético, o livro traz uma série de casos empresariais que se passaram no Brasil, no Equador e em Angola. / LETICIA PAKULSKI, CLARICE COUTO e AUGUSTO DECKER 

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