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Aviação quer estar à mesa também com café gourmet

A meta é quintuplicar a participação do café na receita, dos atuais 2% para 10% ao fim de 2022

Isadora Duarte, Clarice Couto e Leticia Pakulski, O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2021 | 04h00

A mineira Aviação, conhecida pelos lácteos, aposta no café gourmet para crescer em receita e consolidar novo portfólio no mercado. Recentemente lançou alguns tipos especiais e em agosto apresenta ao varejo novos produtos. “Queremos ser uma marca completa para o café da manhã dos brasileiros”, diz Roberto Pimenta Filho, vice-presidente.

O aporte está dentro dos R$ 40 milhões previstos até o fim do ano. Para a expansão, adquiriu e modernizou o maquinário. Até dezembro deve moer 3 mil sacas por mês, ante 1,5 mil sacas mensais em 2020. “Podemos produzir até 15 vezes mais. Vai depender da aceitação da bebida”, afirma Pimenta Filho. A meta é quintuplicar a participação do café na receita, dos atuais 2% para 10% ao fim de 2022. Pela bebida, espera crescer em todas as regiões do País. Hoje, atua principalmente no Sul e Sudeste.

Acelera

Em faturamento, a Aviação quer avançar de 10% a 15% neste ano, após alta de 5% em 2020, quando obteve receita de R$ 450 milhões. “Vai depender de como a economia se comportará. O poder de consumo diminuiu com o auxílio emergencial menor”, diz Pimenta Filho. Segundo ele, após o boom visto no ano passado, a venda de lácteos voltou ao nível pré-pandemia. Já a manteiga, que representa 60% da receita da empresa, continua crescendo. “Ela é considerada item básico pelas famílias”, justifica o executivo.

Raízes

A empresa inaugurou em março mais uma linha de produção na sua sede em São Sebastião do Paraíso (MG), expandindo a capacidade para 8 toneladas de manteiga por hora. Até então podia fabricar 2,5 toneladas/hora. Prevê aumentar o potencial de produção de doce de leite de 20 toneladas/dia para mais de 50 toneladas diárias. Na mesma planta, uma nova área exclusiva ao produto vai entrar em operação em até dois meses. Também aposta em ampliar o portfólio de itens zero lactose, como requeijão e queijos.

Ramifica

A Broto, plataforma de negócios digitais do Banco do Brasil e BB Seguros, completa um ano com R$ 186 milhões em negócios realizados por seus mais de 220 parceiros. Quase a totalidade diz respeito a compras de máquinas agrícolas – só R$ 1,45 milhão foi em seguros. Os 5 mil produtores cadastrados também encontram equipamentos de armazenagem e irrigação e outros serviços, financiados pelo banco. 

Otimismo

Esses números devem pelo menos dobrar na safra 2021/22, conta João Fruet, diretor comercial da seguradora Brasilseg. As empresas parceiras, de 350 ao fim de 2021, devem chegar a 1 mil em 2022. “A expectativa é de crescimento exponencial”, afirma.

Lá longe

O lançamento da Broto coincidiu com o início da pandemia e o cancelamento de feiras agrícolas, mas a plataforma foi idealizada muito antes, para acompanhar os hábitos das novas gerações de produtores, com 20 a 40 anos de idade. Para eles, a Broto está criando uma área de educação com cursos e parcerias com universidades, mais produtos, serviços e modalidades de pagamento. Em cinco anos, a meta é chegar a 1 milhão de usuários cadastrados, 75 mil clientes fazendo transações e 5 mil empresas parceiras.

Expansão

A Agrivalle, que tem nos insumos biológicos 60% do faturamento, espera concluir até o fim de novembro investimento de R$ 30 milhões em nova fábrica em Indaiatuba (SP) para substituir a unidade em Salto (SP). “A estrutura é muito maior e vai sustentar nosso crescimento. Lá conseguiremos aumentar em mais de 10 vezes a capacidade produtiva”, diz Edsmar Carvalho Resende, conselheiro e diretor de Novos Negócios. A atual capacidade de produção é de 8,3 milhões de quilos de produtos.

Aquecendo os motores

A empresa prevê atingir faturamento de R$ 1 bilhão em 2025. Para este ano, o plano é ampliar em 70% a 80% as vendas. “Traçamos como meta crescer pelo menos 30% acima do mercado”, diz Resende. Além de bioinsumos, a Agrivalle atua com adjuvantes, inoculantes e nutrição vegetal. Tem 25 novos produtos em desenvolvimento. A empresa começou a exportar neste ano para Paraguai e Angola e estuda oportunidades em fusões e aquisições não só no Brasil mas também no exterior. “O Brasil deve ser um grande provedor de soluções biológicas para o mundo”, afirma o executivo. 

Mais braços

A maior procura por seguro rural no Brasil está puxando a demanda por peritos rurais, profissionais que analisam as condições dos bens segurados antes e depois de um sinistro e acompanham os casos. De olho nisso, o Ministério da Agricultura e a Escola de Negócios e Seguros vão lançar no dia 7 de julho um curso de capacitação de peritos rurais, gratuito. 

Especializados

O Brasil tem hoje 800 peritos em atividade. A expectativa é aumentar em 30% esse número. Entre janeiro e abril, as apólices contratadas somaram R$ 2,5 bilhões, 41% a mais do que em igual período de 2020, segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

 

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