Reprodução
Reprodução
Imagem Coluna do Broadcast Agro
Colunista
Coluna do Broadcast Agro
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Com mercado aquecido, Mosaic amplia investimentos 

Companhia norte-americana dobrou a capacidade de produção de NPK nas unidades de Minas Gerais e destinou verbas para ampliar sua rede de distribuição em Anápolis (GO) e São Luís (MA)

Isadora Duarte e Clarice Couto, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2020 | 09h19

Com mais produtores brasileiros buscando tecnologias que aumentem a produtividade das lavouras, a Mosaic Fertilizantes pretende crescer por aqui. Até o fim de 2020, a operação no País receberá US$ 185 milhões, 15% acima do ano passado. A companhia norte-americana dobrou a capacidade de produção de NPK – nitrogênio, fósforo e potássio – nas unidades de Minas Gerais e destinou verbas para ampliar sua rede de distribuição em Anápolis (GO) e São Luís (MA), por meio de parcerias locais. “O consumo de fertilizantes aumentou com a boa rentabilidade obtida pelo produtor. Estamos muito otimistas com esse cenário”, diz Eduardo Monteiro, diretor de Distribuição da empresa. Os investimentos, segundo o executivo, contemplam os 11 Estados brasileiros em que atua. Outra parcela do dinheiro vai para a expansão de portfólio. Neste ano, a empresa já lançou uma linha para pastagens e quatro produtos de nutrição animal. 

Queridinhos

Parte do crescimento da companhia deve ser puxada pelos adubos especiais. No acumulado do ano, o volume vendido desses insumos avançou 30% em relação ao ano passado. “Vemos a linha de produtos de alta performance crescer três vezes mais que os convencionais. O resultado em margem de lucro também tem sido muito satisfatório”, conta Monteiro. O motivo, explica, é a necessidade do agricultor de maximizar a produtividade e rentabilidade das lavouras.

Up

A companhia não revela números, mas Monteiro afirma que pretende acompanhar o incremento do mercado brasileiro de fertilizantes – que deve ser de 2%, para cerca de 37 milhões de toneladas entregues. “Estamos batendo recordes após recordes de entregas”, comemora. No ano passado, a receita com as vendas foi de US$ 3,8 bilhões.

Limonada

A versão digital da Coopercitrus Expo, encerrada na sexta-feira, superou em resultados a versão presencial de 2019. Movimentou R$ 1,1 bilhão, 30% a mais, celebra Fernando Deggobi, o CEO. Além de viabilizar negócios pela plataforma com 420 pessoas na retaguarda, houve a preocupação de atender cooperados de áreas sem internet. Totens com acesso ao evento online foram instalados em 77 das 79 lojas da cooperativa. Dos 30 mil contratos fechados, 12 mil vieram dos totens.

Tudo azul

O incremento dos negócios foi impulsionado pelo desempenho dos setores de café, cana-de-açúcar, pecuária e grãos. Deggobi diz que as vendas de ração e de fertilizantes foram as que mais cresceram: 70% e 38%, respectivamente, ante o ano passado. “Muitos produtores anteciparam negócios com adubos que fariam no fim do ano, a fim de evitar uma alta do frete. Como o embarque de soja foi antecipado, haverá menos caminhões para retornar dos portos para o campo com fertilizantes nos próximos meses”, diz.

Também no campo

A Porto Seguro, com atuação consolidada no ramo de veículos, começa a desbravar o seguro rural para soja. Até então, oferecia proteção apenas para hortas e pomares. Na safra 2020/21, a intenção é alcançar cobertura para 100 mil hectares do grão e R$ 15 milhões em prêmios (apólices). “Para isso, nos preparamos nos últimos dois anos estruturando equipes, sistemas, tomando muito cuidado com a qualidade”, relata Marcelo Santana, gerente de Ramos Elementares da Porto Seguro. 

Combo

A seguradora já se prepara para oferecer cobertura para a segunda safra de milho de 2021. Santana argumenta que a perspectiva de maior subvenção do governo para a contratação de seguro rural também estimula os investimentos. Apenas com soja, a Porto Seguro espera atuar em 2020 no Paraná e nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Em 2021, com soja e milho, o alcance será maior e os prêmios poderão chegar a R$ 50 milhões, estima ele.

Reforço

A Seedcorp/HO, resultado da fusão da brasileira SeedCorp com a argentina Horus Sementes, está expandindo parcerias com distribuidores de insumos. Com elas, espera crescer em Minas Gerais, São Paulo e no Cerrado e alcançar 8% de participação no segmento de soja – em 2019 era 4%. Segundo Daniel Glat, diretor de Operações, em junho a Seedcorp/HO fechou acordo com o Aqua Capital para que as revendas Grão de Ouro, Agro Ferrari, Sementes Campeã e Rural Brasil, controladas pelo fundo, comercializem sementes de soja da marca.

Apetite

As quatro empresas integram um grupo de 17 parceiros que vendem sementes licenciadas da marca. No ano passado, metade do volume vendido foi por este modelo de negócio – a outra diretamente pela Seedcorp/HO. O montante negociado por parceiros deve aumentar, prevê Glat. Com a estratégia de crescimento, que envolve também produtos com novas tecnologias, ele espera fechar 2020 com receita de R$ 320 milhões, 43,5% superior à de 2019. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.