Yves Herman/Reuters
Yves Herman/Reuters

Companhias europeias cobram medidas da UE para combater desmatamento na cadeia de suprimentos

Em declaração conjunta, empresas como Danone, Nestlé e L'Occitane pedem a rastreabilidade de produtos que entram no continente

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2021 | 11h28

Um grupo de 11 multinacionais europeias dos setores de alimentos, distribuição e varejo de alimentos, cosméticos, produtos de consumo e de luxo estão pedindo medidas mais duras da União Europeia (UE) para combater o desmatamento em suas respectivas cadeias de suprimento. Em declaração conjunta, Barry Callebaut, Carrefour, Danone, Jerónimo Martins, Kering, L'Occitane, Metro, Nestlé, Reckitt, Sainsbury's e Tesco disseram que o compromisso com o fim do desmatamento deve começar com a exigência de rastreabilidade de produtos e matérias-primas quando eles entram no mercado comum europeu.

"Reconhecemos que nossos negócios têm uma responsabilidade nessa luta porque nossas cadeias de suprimento são globais e incluem commodities que podem contribuir para o desmatamento. Por isso, temos o compromisso de acabar com o desmatamento em nossas cadeias produtivas e temos implementado medidas para esse fim nos últimos dez anos", disseram as empresas no comunicado.

De acordo com as companhias, a rastreabilidade e a transparência da cadeia de suprimentos são fundamentais para impulsionar a mudança sistêmica. Como o maior mercado mundial, a União Europeia se encontra "numa posição forte para promover uma originação mais sustentável de commodities em nível global por meio do comércio".

As empresas disseram que precisam de uma estrutura legal clara que dê a todos os agentes da cadeia de suprimento incentivos para enfrentar os riscos de desmatamento, promova a transparência, forneça um cronograma realista de implementação e trabalhe para apoiar agricultores e suas comunidades. "Para isso, pedimos à Comissão Europeia que explore a utilização de tecnologias inovadoras, como o monitoramento por satélite."

O comunicado também pede que Comissão Europeia e Estados-membros reforcem a cooperação com países produtores por meio de assistência técnica, troca de informações e boas práticas de preservação, conservação e uso sustentável das florestas.

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