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Especializada em derivados de leite, Aviação prevê crescer 10% com demanda aquecida 

Empresa, que produz manteiga, doce de leite, queijos e requeijão, precisou ajustar suas fábricas às necessidades de distanciamento entre funcionários e não tem aproveitado todo o potencial de consumo

Coluna do Broadcast Agro, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2020 | 07h06

O isolamento social impulsionou a demanda por derivados de leite, e a Aviação deve fechar o ano com faturamento 10% maior, de R$ 530 milhões. Mas a empresa, que produz manteiga, doce de leite, queijos e requeijão, precisou ajustar suas fábricas às necessidades de distanciamento entre funcionários e não tem aproveitado todo o potencial de consumo. “Se produzíssemos o dobro, venderíamos o dobro”, diz Roberto Rezende Pimenta Filho, vice-presidente da empresa. A fabricante concluirá no ano que vem investimento de R$ 40 milhões em aquisição de máquinas e adaptação de instalações. “Temos de buscar no mínimo 20% de crescimento em 2021.” De manteiga, que hoje representa 60% da receita, a capacidade de produção sairá de 30 a 40 toneladas por dia para mais de 100 toneladas diárias. 

Bom dia

A operação de café é outra aposta da Aviação. Até dezembro deve moer 3 mil sacas por mês, ante 1,5 mil sacas mensais em 2019. Já trabalha com café superior e lançará uma linha gourmet ainda em 2020. “O consumidor, quando está em casa, busca um produto de melhor qualidade”, explica Pimenta Filho. A participação da bebida na receita da Aviação deve subir de 2% para 4%.

Online

O projeto de e-commerce da empresa também foi acelerado após a pandemia de covid-19. Ainda este ano produtos que não precisam de refrigeração, como café, manteiga em lata e doce de leite, serão comercializados online para entrega no Sudeste.

Corre atrás

A Frente Parlamentar do Café vai tentar retirar o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) de duas propostas de emenda constitucional – PEC 186 e 188 – em tramitação no Congresso. Elas preveem a possibilidade do uso de superávits financeiros para amortizar a dívida pública federal. “Podemos apresentar um destaque supressivo ou uma emenda supressiva para tirar o Funcafé do pacote”, conta Evair de Melo, deputado federal pelo PP-ES e vice-presidente da Frente. Nesta safra, o volume de recursos do Funcafé é recorde, de R$ 5,51 bilhões. 

Senso

Melo acredita que o processo enfrentará pouca resistência, já que o Congresso entende que o dinheiro do Funcafé não é público, mas apenas administrado pelo governo. 

Vai que vai

A ABS não esconde o otimismo com a valorização de quase 30% da arroba do boi gordo neste ano. Com a necessidade de mais bovinos para abate, o mercado de embriões disparou. De julho a setembro, a empresa de genética vendeu 36% mais que em igual período de 2019, ou 47,88 mil embriões. Para o ano fiscal, que vai de julho a junho de 2021, a companhia esperava crescer 5% em vendas, mas deve superar esse número, segundo Raphael Guimarães, gerente de mercado de embriões da ABS.

Surpresa na pandemia

O lucro operacional da ABS aumentou 40% nos últimos três meses. É que, por causa do isolamento social, a negociação por meios digitais quase dobrou. Além disso, os custos caíram, com menor necessidade de investimentos em feiras e exposições, e menos viagens dos funcionários. 

Nas alturas

A busca por fontes alternativas para alimentação animal além do milho e do farelo de soja cresceu no marketplace Agro2Business. Segundo Thiago Mateus, fundador da empresa, a procura por subprodutos e coprodutos da agropecuária e agroindústria para complemento da ração aumentou 40% entre julho e setembro. Entre os itens estão DDG – resíduo da produção de etanol de milho – polpa cítrica, caroço e torta de algodão, bagaço de cana, resíduos de cervejaria, farelo de amendoim, casca de arroz, farelo de girassol e farinha de peixe.

Oportunidade

A Agro2Business busca fechar o ano com 5 mil anúncios e 3 mil usuários cadastrados – hoje são 800 anúncios e 1,2 mil usuários. “A pandemia acentuou o interesse do agro pela negociação online”, diz Mateus.  / LETICIA PAKULSKI, AUGUSTO DECKER

e JULLIANA MARTINS

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