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Essere Group quer dobrar faturamento com insumos

Cenário é positivo para a indústria de insumos, com maior demanda por produtividade e sustentabilidade, diz executivo

Isadora Duarte, Leticia Pakulski e Tânia Rabello, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2021 | 04h00

Essere Group, de insumos agrícolas, espera mais que dobrar a receita neste ano no País, dos R$ 141,5 milhões, em 2020, para R$ 329 milhões. A holding nacional controla a Kimberlit Agrociências, de fertilizantes especiais; a Bionat Agro, de defensivos biológicos; a Loyder, de adubos aditivados; e a Floema Logística. O cenário é positivo para a indústria de insumos, com maior demanda por produtividade e sustentabilidade, diz Luiz Fernando Schmitt, diretor de marketing e novos negócios. “Os três mercados vêm crescendo dois dígitos por ano.” A Kimberlit tem puxado os resultados. Líder em receita, deve faturar este ano R$ 247 milhões, ante R$ 126 milhões em 2020. Mas a aposta também está na Loyder, que deve ter três plantas fabris por aqui até 2025. A primeira está em construção em Olímpia (SP) e deve ser concluída em junho de 2022. O grupo atende,principalmente, soja, milho e cana-de-açúcar.

Aporte

Para sustentar o crescimento, a Essere vai investir R$ 260 milhões na operação até 2025. A primeira parcela, de R$ 140 milhões, será aplicada até o fim de 2022. Do montante, R$ 90 milhões vão para uma nova planta da Bionat, que terá suas linhas de fungos e bactérias quadruplicadas. As obras começarão neste mês. Outra fatia vai para melhorias na produção da Kimberlit (R$ 15 milhões) e para construção de uma misturadora para a Loyder (R$ 35 milhões). 

Estratégia

A meta da Essere é atingir receita de R$ 1 bilhão em 2025 e elevar a presença de mercado em todos os segmentos em que atua. Com a Bionat, deve passar do atual 1,2% para 4% do mercado de biológicos; com a Loyder quer 1% de participação em nitrogenados, fosfatados e potássicos aditivados, e, com a Kimberlit, pretende se manter entre as cinco maiores de nutrição vegetal especializada e bioestimulantes. “Também estamos avaliando algumas oportunidades de compra de outras empresas ou tecnologias”, aponta o executivo.

Adiante

Empresa de controle familiar, a Essere aspira abrir o capital em meados de 2025. O primeiro passo foi dado em janeiro deste ano, com a formação da holding para gerenciar as empresas. O próximo é alcançar o primeiro bilhão em faturamento. “Será necessário acessar o mercado de capitais para avançar em investimentos”, prevê Schmitt. 

Ajuda

A consultoria Falconi está assessorando a Embrapa a melhorar processos na sua sede e tornar a empresa mais ágil nos trabalhos executados com o setor privado. A contratação foi feita pela Fundação Arthur Bernardes (Funarbe), ligada à Universidade Federal de Viçosa (MG), que apoia o desenvolvimento da Embrapa por meio de acordo de cooperação. A iniciativa tem patrocínio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Ajuste

Celso Moretti, presidente da Embrapa, conta que o projeto dá continuidade à revisão do modelo de operação da estatal. A ideia não é alterar a parte de pesquisa e desenvolvimento e inovação, e sim as chamadas atividades-meio, como gestão de pessoas, patrimônio, suprimentos e estruturas e governança. A expectativa, segundo Moretti, é atrair patrocinadores para outros estudos que possam contribuir para essa revisão. A Falconi não quis comentar.

Pensando alto...

Recém-chegada ao Brasil, a FNF Ingredients, empresa chinesa especializada em aditivos para nutrição animal, prevê aporte de R$ 3,5 milhões para trazer suas vitaminas A e D3 próprias para aves, suínos e ruminantes. O crescente mercado de rações e nutrição animal e exportações recordes de carnes justificam a iniciativa, diz Alexandre Camargo Costa, sócio-gerente no Brasil. Com as vitaminas A e D3, já à venda, pretende ter 3% de participação de mercado até o fim de 2022 e, até dezembro de 2023, 5%. 

... e além

Desde agosto passado, quando iniciou as operações por aqui, a FNF Ingredients está investindo R$ 5 milhões na contratação de equipes, ampliação do escritório em São Paulo e estratégias comerciais. Nos próximos três anos, pretende aportar R$ 25 milhões adicionais.

Mais longe

A Bayer e o hub de inovação AgTech Garage se juntaram para aproximar agtechs de produtores de uva do Vale do São Francisco. A parceria visa impulsionar o uso de tecnologias digitais por agricultores distantes dos grandes polos, conta Fernanda Eduardo, gerente de Digital e Inovação do hub da Bayer, o LifeHub SP. O projeto “For Farmers” prevê encontros mensais para apresentar novas ideias aos fruticultores.

Demanda

Entre os participantes da iniciativa está a Agrivale, que produz 12 variedades de uva em 330 hectares em Petrolina (PE). “Para otimizar nossos processos, precisamos de maior adoção de tecnologias”, diz Eliemerson Freitas, gerente de produção da Agrivale. Startups pretendem ouvir demandas e propor soluções. 

 

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