Divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento SP
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Exportação brasileira de café em setembro atinge recorde para o mês

Foram vendidas 3,795 milhões de sacas, 8,6% a mais que no mesmo período de 2019; no ano, os Estados Unidos são o principal comprador do produto nacional, ficando com 18,5% do total embarcado

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2020 | 08h56

O Brasil exportou 3,795 milhões de sacas de 60 quilos de café - considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído - em setembro, atingindo o maior volume embarcado para o mês e um aumento de 8,6% em comparação com setembro de 2019. A receita somou US$ 457,95 milhões, o que corresponde a um aumento de 3,6% ante o mesmo mês do ano passado, segundo levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgado na terça-feira, 13.  

Na conversão em reais, a receita foi equivalente a R$ 2,5 bilhões, crescimento de 35,7% em relação ao mês de setembro de 2019. O preço médio da saca de café foi de US$ 120,7 a saca.

O presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, disse em comunicado que "os resultados poderiam ter sido ainda melhores, na ordem de 10% a 15%, se não fossem os problemas logísticos de falta de contêineres e espaços nas embarcações". 

Ainda assim, os volumes acumulados nos primeiros três meses do ano-safra 2020/21 “demonstram o melhor resultado histórico para as exportações no início da safra”, apontou o Cecafé em relatório.

"O mês de setembro também marca a entrada efetiva da safra 2020/21, registrando uma excelente performance tanto na quantidade quanto na qualidade", observou Carvalhaes. 

Segundo ele, a safra 2020/21 tem registrado “uma excelente performance tanto na quantidade quanto na qualidade”, apesar dos desafios gerados pela pandemia de coronavírus para o setor.

Em setembro, o café arábica correspondeu a 74,8% do volume total exportado, com 2,8 milhões de sacas. O café conilon representou 17,7% de participação, com o embarque de 672,5 mil sacas, 93,8% a mais comparado ao volume exportado em setembro de 2019. O café solúvel representou 7,5% das exportações, equivalente a 283,1 mil sacas.

No acumulado do ano até o mês passado foram exportadas 30,491 milhões de sacas, com queda de 0,6% em comparação com igual período de 2019 (30,675 milhões de sacas). A receita cambial no período cresceu 0,8%, de US$ 3,835 bilhões para US$ 3,867 bilhões, equivalente a R$ 19,6 bilhões, um crescimento de 31,7% ante o período de janeiro a setembro de 2019. O preço médio no período foi de US$ 126,80, aumento de 1,4%. 

As vendas de café conilon corresponderam a 12,2% do volume total exportado no período, com 3,7 milhões de sacas. O arábica teve participação de 77,9% nas exportações, com 23,8 milhões de sacas, enquanto que o café solúvel correspondeu a 9,8% dos embarques, com 3 milhões de sacas.

Os principais destinos de café brasileiro no ano foram: Estados Unidos, que importaram 5,6 milhões de sacas de café (18,5% do total embarcado); Alemanha, com 5,1 milhões de sacas importadas (16,9%); Bélgica, com 2,4 milhões de sacas (7,8%); Itália, com 2,3 milhões de sacas (7,4%); Japão, com 1,5 milhão de sacas (5,1%); Turquia, com 960,8 mil sacas (3,2%); Federação Russa, com 940,5 mil sacas (3,1%); México, com 782,2 mil sacas (2,6%); Espanha, com 700 mil sacas (2,3%); e Canadá, com 624,2 mil sacas (2%). 

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