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Fenseg prevê salto de 40% em venda de seguro agrícola

'Produtores veem agricultores de outras regiões com problemas e se animam a fazer seguro também', explica Joaquim Neto, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais

Clarice Couto, Isadora Duarte e Julliana Martins, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2021 | 05h33

O crescente interesse de produtores em contratar um seguro agrícola (contra perdas em lavouras) leva a Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) a elevar suas estimativas para 2021. Se inicialmente a Fenseg previa fechar o ano com valor cerca de 30% maior em apólices, repetindo o crescimento de 2020, agora a perspectiva é de 40%. De janeiro a junho, o montante já alcançou R$ 2,06 bilhões, 38% acima de um ano antes. “Produtores veem agricultores de outras regiões com problemas e se animam a fazer seguro também”, explica Joaquim Neto, presidente da Comissão de Seguro Rural da Fenseg. O salto é atribuído, além disso, à alta dos valores dos prêmios, cujo cálculo acompanha os preços de insumos e commodities agrícolas, que bateram recorde este ano.

Alavanca. A demanda para o milho de inverno, mais suscetível a secas e geadas, impulsionou os resultados, segundo Neto. O total de prêmios para a cultura em 2021, de R$ 445,1 milhões, já superou os R$ 316,8 milhões de 2020. O número de apólices também aumentou, de 33,1 mil para 34,4 mil, mas a área segurada (com subvenção), de 2,378 milhões de hectares, ainda não ultrapassou os 2,792 milhões do ano passado, conforme dados do Ministério da Agricultura.

Não para aí. O crescimento do mercado de seguro agrícola pode ser ainda mais expressivo, de 50%, se o Ministério da Economia aceitar remanejar de outras linhas R$ 376 milhões adicionais para o programa de subvenção ao seguro rural (PSR), afirma Neto. Dos R$ 924 milhões previstos para 2021, R$ 890 milhões já foram consumidos. O Ministério da Agricultura encaminhou a proposta na semana passada à Economia. Há expectativa de uma resposta nos próximos dias.

Puxa dali. Com o aval à suplementação e R$ 1,3 bilhão em subvenção, seria possível chegar a quase 14 milhões de hectares cobertos neste ano, segundo Pedro Loyola, diretor de Gestão de Risco da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Até o momento, 8,6 milhões de hectares foram cobertos pelo PSR, abaixo dos 13,3 milhões de todo o ano passado.

Causa e efeito. A Ihara, fabricante brasileira de agroquímicos com sede em Sorocaba (SP), espera encerrar 2021 com faturamento superior a R$ 4 bilhões, mais de 30% acima dos R$ 3 bilhões do ano passado, conta José Gonçalves, presidente da empresa. Boa parte do resultado é atribuída aos R$ 76 milhões investidos em 2020 em lançamentos, na modernização da planta de Sorocaba e na inauguração de uma fábrica de embalagens na cidade, além de um centro de distribuição e outro de pesquisa em Primavera do Leste (MT) e mais um de pesquisa em Sarandi (PR). 

Fartura. Anualmente, a companhia também destina ao redor de R$ 20 milhões ao desenvolvimento de novos produtos para fazer frente a concorrentes multinacionais e nacionais. Entre 2019 e 2021, foram 15 lançamentos para soja, café, milho e cana e outras culturas e deve lançar cerca de 40 produtos nos próximos anos. Para 2022, prepara um novo fungicida para soja, entre outras novidades.

Abre o leque. A mineira Bem Brasil Alimentos vai vender suas batatas pré-fritas congeladas para os consumidores de Paraguai, Peru e Argentina. No mercado paraguaio, a entrada será ainda este mês e, nos outros dois destinos, até dezembro, prevê Walter Takano, gerente de Exportação. Até então, a empresa comercializava o produto para Bolívia, Uruguai e Estados Unidos, além do mercado interno.

Consolida. Takano conta que as exportações começaram há um ano, de forma incipiente. A operação ganhou fôlego este ano, com a expectativa de quadruplicar o volume comercializado. Em faturamento, a Bem Brasil projeta ultrapassar US$ 3 milhões com exportações até o fim do ano – valor que deve ser dobrado em 2022. Para os próximos cinco anos, a meta é maior: alcançar 10% da receita total da empresa com mercado externo.

Proteína chique. A VPJ Alimentos vem surfando há anos na onda da carne gourmet e agora, com este nicho de mercado em alta, pretende abrir mais 50 lojas da rede Steak Store no País nos próximos cinco anos. Serão butiques de carnes premium, de bovinos das raças Angus, ovinos Dorper e suínos Duroc, com certificação e garantia de origem. Valdomiro Poliselli Jr., presidente do Grupo VPJ, conta que o investimento em cada loja está estimado entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão e a média mensal de faturamento gira em torno de R$ 450 mil.

Zona sul. Parte do projeto do Grupo VPJ ganha corpo esta semana, no dia 23, com a inauguração da primeira loja na cidade de São Paulo, no bairro do Morumbi. A unidade vai se somar a outras nove já em funcionamento no interior do Estado e também em Campo Grande (MT). 

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