Divulgação/ Yara
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Fertilizante verde é alternativa para transformação na produção de alimentos de forma sustentável

Insumo fundamental para garantir a segurança alimentar pode reduzir em no mínimo 80% as emissões de gases de efeito estufa em sua produção e, como consequência, na produção agrícola

Yara Brasil, Estadão Blue Studio
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18 de outubro de 2021 | 15h30

É possível pensar em um futuro alimentar positivo para a população e para o ambiente. Mesmo com a crescente demanda por alimentos no mundo, o investimento em pesquisa e em novas formas de tecnologia possibilita aumentar sua produção e ainda torná-la sustentável, reduzindo a emissão de dióxido de carbono. 

Um ponto importante para a descarbonização da cadeia de alimentos é o fertilizante. Insumo essencial para garantir a segurança alimentar global, seu bom uso permite maiores índices de produtividade agrícola sem a necessidade de expansão da área plantada. João Moraes, diretor de Contas Globais de Alimentos da Yara, líder mundial em nutrição de plantas, aponta uma contínua revolução verde na qual os fertilizantes podem desempenhar novos papéis.

 

"Há espaço para ser mais eficiente. A Yara vem fazendo a lição de casa. Entre 2005 e 2019, reduzimos em 45% nossas emissões na produção de fertilizante. Mais do que isso, compartilhamos a tecnologia com outras empresas para expandir o alcance dos benefícios. Investimos também em pesquisa, que permitiu um aumento da eficiência do uso de fertilizantes nitrogenados - o compilado de 139 pesquisas indicou aumento de 62% para 83% por meio do entendimento profundo em nutrição vegetal", explica.

Outra mudança está na utilização da matriz energética na produção do insumo. Hoje, o fertilizante nitrogenado ainda é feito a partir de matrizes não renováveis como o petróleo e o gás natural. No entanto, essa realidade vem mudando. 

"Já temos tecnologia para produção de adubos de forma mais favorável ao clima, como na Noruega, onde consolidamos um projeto de produção de amônia com fonte de energia hidrelétrica. Na Austrália, dentro da Yara, há produção explorando energia solar. Na Holanda, utilizamos energia eólica em alto-mar. E, no Brasil, temos potencial para liderar a produção verde no curto prazo, proporcionando uma transformação em toda a cadeia de produção com a substituição do gás natural, por exemplo, pelo biometano como fonte para a produção de amônia verde, que é a base para a produção de nitratos, com uma redução de no mínimo 80% de emissão de gases de efeito estufa", indica Moraes. 

A empresa, recentemente, firmou parceria com a Raízen para a aquisição de 20 mil metros cúbicos de biometano por dia, a partir de 2023, para a produção de amônia verde e, consequentemente, de fertilizante verde. Segundo Moraes, o Brasil está na vanguarda de tecnologias para o desenvolvimento de formas sustentáveis na produção energética voltada ao agronegócio. 

"O País tem uma imensidão de resíduos e subprodutos das cadeias agroindustriais que podem ser processados em biodigestores, produzindo o gás para ser canalizado na produção. Podemos também usar os resíduos uniformes e homogeneizados em uma matriz mais estável, na circularidade porteira para dentro. Resíduos que seriam passivos ambientais podem ser reutilizados. O Brasil está estrategicamente posicionado nessa agenda positiva, devido à nossa produção rural de larga escala e que gera os resíduos orgânicos necessários para a produção de energia renovável", diz o diretor da Yara.

A questão da produção sustentável do agronegócio deve ganhar ainda mais destaque a partir da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 26, que reunirá líderes de 196 países em Glasgow, na Escócia, entre 1º e 12 de novembro. Ibiapaba Netto, diretor executivo da CitrusBr, acredita que o Brasil tem um legado e uma estratégia de futuro para defender no evento. 

"O País está em cima de 500 milhões de hectares de mata nativa, que é um ativo enorme do ponto de vista do carbono e que ainda não foi precificado. O único investidor nessa preservação é a sociedade brasileira, que faz isso em prol da humanidade. Para o futuro, tem o desafio de estabelecer esse valor. O Brasil está abrindo mão de explorar uma área para o bem da humanidade e não recebeu nada em troca. Imagino que todos os produtores brasileiros são responsáveis pela preservação da mata nativa. É o melhor que a gente tem para o futuro e o legado que temos para defender."

O pesquisador sênior da Embrapa Solos José Carlos Polidoro concorda que é fundamental estabelecer parâmetros na precificação das áreas preservadas do País. "Precisamos desenvolver métricas, ter uma linha de base do estoque de carbono dos solos do Brasil. Esses dados são vitais para podermos exercer gestão e comunicar para o mundo a evolução dos nossos índices." E acrescenta: "Temos também que desenvolver a capacidade do manejo da preservação; efetivar instrumentos como o CAR [Cadastro Ambiental Rural] e precificar quanto de carbono isso deve valer. Precisamos de parâmetros para apresentar e precificar. A descarbonização exigirá números. Entramos numa era do 'poupa Terra' e 'poupa clima', na qual o Brasil é uma verdadeira potência agroambiental".

Para responder a esse desafio, a Yara lançou neste ano a Agoro Carbon Alliance, que tem como ambição descarbonizar toda a cadeia de alimentos, de ponta a ponta. Na prática, ela vai ajudar o agricultor na transição para a adoção de novas práticas agrícolas que aumentem o acúmulo de carbono no solo sem diminuir sua produtividade, tornando sua atividade ainda mais sustentável, além de mapear tudo isso, comercializar e trazer renda extra a ele.

A iniciativa está agora em estágio de definição dos pilotos e construção de "linhas de base" sólidas. Esse é o período de mapeamento do cenário existente no País em relação às práticas agrícolas atuais, ao acúmulo de carbono no solo e aos desafios reais para a efetiva transformação para uma agricultura mais sustentável em larga escala, com foco em duas frentes de trabalho: a geração de créditos de carbono e, posteriormente, a certificação de safras inteligentes ao clima. Em paralelo, também atua no desenvolvimento de soluções tecnológicas que facilitem e viabilizem o monitoramento do campo para gerar, de forma escalável, créditos de carbono de alta qualidade e monetizar esse ativo ambiental, permitindo que o agricultor adote, cada vez mais, práticas sustentáveis na lavoura. 

"É necessário ter uma produção sustentável com relação ao clima e à agricultura de exportação, da qual o Brasil faz parte, e esses mercados pedem isso. Temos muita energia renovável, temos condições de produzir hidrogênio verde e, no futuro próximo, fertilizantes que sejam considerados também verdes para gerar ainda mais créditos aos agricultores. Trata-se de um avanço na agricultura globalmente, e o impacto em toda a cadeia de alimentos no Brasil, pela força da nossa agricultura, será igualmente gigante. Essa é uma jornada para o benefício da humanidade que requer ação de todos os participantes da cadeia", finaliza João Moraes.

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