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MSD agrega serviços com aquisição de empresas

De acordo com Delair Bolis, presidente da MSD no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, o desembolso para negócios do gênero no mundo soma US$ 5 bilhões desde 2017

Tânia Rabello, Clarice Couto, Isadora Duarte e Leticia Pakulski, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2020 | 07h50

Startups e outras empresas de tecnologia seguem no radar da MSD Saúde Animal para agregar serviços ao “core” da companhia – o desenvolvimento e a fabricação de produtos veterinários. De 2019 para cá foram três aquisições e uma quarta acaba de ser concluída: a da irlandesa Identigen, que desenvolve soluções de rastreabilidade para pecuária e aquicultura por meio do DNA dos animais. Delair Bolis, presidente da MSD no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, conta que o desembolso para negócios do gênero no mundo soma US$ 5 bilhões desde 2017. “Buscamos inovação, além de oferecer soluções completas para pecuaristas.” No Brasil, a nova tecnologia será usada em pecuária de corte e leite e suínos. Em bovinos, a MSD espera atender 20% do rebanho, de 200 milhões de cabeças. 

De olho

As aquisições não devem parar por aí: “Sempre há algo no radar; temos um departamento de Desenvolvimento de Negócios muito ativo”, diz Bolis. Já os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de fármacos e vacinas – o principal negócio da MSD – consomem a maior parte dos recursos. “Aplicamos 20% do nosso faturamento anual em P&D de produtos para a saúde animal.”

Peixes protegidos

No Brasil, a MSD pretende lançar ainda este ano a primeira máquina do País voltada à vacinação de tilápias contra Streptococus. A companhia já desenvolveu um imunizante que reduziu em 30% a mortalidade de tilápias e agora parte para a automação do procedimento. “É um projeto piloto no qual investimos R$ 1 milhão”, adianta Bolis, acrescentando que hoje a vacinação de tilápias é manual e trabalhosa. 

Força-tarefa

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e outras entidades do agronegócio entregam nesta semana demandas ao relator da reforma tributária na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O debate envolveu vários segmentos e foi intenso. Um dos pontos nevrálgicos é a tributação em 25% dos insumos agropecuários, prevista na principal proposta de reforma no Congresso, a PEC-45, e que ficaria com o produtor. Hoje boa parte dos insumos é isenta de impostos ou conta com benefícios.

Bom para quem?

Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA, diz à coluna que países que têm agropecuária forte e adotam um sistema simplificado de tributação não taxam insumos e aplicam impostos “diferenciados” aos produtores. “A nossa proposta é acabar com os desequilíbrios vigentes hoje para algumas cadeias – insumos para aves e suínos são desonerados, para bovinos não – e implementar desoneração para todos os insumos. Queremos manter nossa competitividade”, enfatiza.

De vento em popa

A Verde Agritech, que produz siltito glauconítico, fertilizante potássico, pode encerrar o ano com uma capacidade de produção no Brasil três vezes maior que a de 2019. A expansão da fábrica de São Gotardo (MG), concluída no primeiro semestre, permitiu a companhia elevar para 600 mil toneladas a capacidade de produção por ano. Esse volume permitiria um potencial de faturamento de R$ 90 milhões/ano.

Solo fértil

Para atender à demanda crescente, a Verde Agritech planeja a construção de uma segunda planta no município mineiro. “Esperamos que a fábrica esteja em plena operação até o fim de 2021”, conta Cristiano Veloso, presidente da empresa. O novo complexo terá capacidade produtiva de 900 mil toneladas por ano, o que pode render R$ 225 milhões em vendas, segundo Veloso. A expansão do parque fabril compõe um pacote de investimentos de R$ 200 milhões realizados nos últimos anos.

Marcha engatada

A Búfalo Dourado, fabricante de queijos de leite de búfala, prevê fechar o ano com aumento de 25% nas vendas, para R$ 25 milhões. Segundo Ricardo Rodriguez, o CEO, após a empresa ter sido adquirida pela Ultracheese, plataforma de queijos do fundo Aqua Capital, a distribuição melhorou. Além de um centro de distribuição próprio, passou a ter acesso a outros quatro compartilhados pelas marcas do fundo.

Avança

Só a comercialização de queijos do tipo burrata aumentou 20% no segundo trimestre. A Búfalo Dourado planeja fábrica para o ano que vem, com investimento de R$ 10 milhões, em local ainda a ser definido, para pelo menos dobrar a produção. 

Médios na mira

A empresa de tecnologia Agrotools se prepara para fornecer crédito a médios produtores de grãos, que cultivam de 500 a 3 mil hectares. O fundador, Sérgio Rocha, diz que a ideia é ocupar parte do mercado explorado por tradings e agroquímicas, que antecipam insumos aos produtores, e pelo Banco do Brasil. Ele conta que, como a Agrotools tem tecnologia para rastrear a área da fazenda, consegue reduzir riscos e emprestar a taxas mais baixas. “O crédito fornecido por tradings e agroquímicas se aproxima de R$ 100 bilhões. Temos um projeto audacioso e tecnologia para explorar esse mercado”, diz. 

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