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Programa da Ambipar age na transição para a agricultura regenerativa
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Programa da Ambipar age na transição para a agricultura regenerativa

Assessoria técnica e agricultura de precisão profunda orientam sobre manejo do solo e uso de composto orgânico para recuperar áreas degradadas e elevar produção

Ambipar, Estadão Blue Studio
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

30 de junho de 2021 | 09h00

Iniciativas de combate às mudanças climáticas já são uma realidade há pelo menos uma década e avançam mundo afora. Nos últimos anos, o termo ESG – sigla que define as boas práticas ambientais, sociais e de governança – ganhou relevância e adicionou pressão sobre o setor privado para que intensifique mudanças nos métodos produtivos e gerenciais para preservar o meio ambiente. Dentro deste contexto, o campo tem um duplo desafio – elevar a produção de alimentos por área já ocupada e, ao mesmo tempo, recuperar áreas degradadas e aumentar a fertilidade do solo.

O modelo mais tradicional de produção, baseado no uso de insumos químicos para repor nutrientes e no manejo do solo com arado e grades que afetavam a qualidade microbiológica das camadas profundas da terra, perde espaço para a chamada agricultura regenerativa. Compostos orgânicos que estimulam a proliferação da microbiologia e equipamentos modernos que não agridam o solo já são uma realidade, assim como o desenvolvimento da agricultura de precisão, com o monitoramento e análise de dados das propriedades que melhoram a assertividade das decisões de manejo.

Um programa da Ambipar, multinacional brasileira líder em serviços e produtos dedicados à gestão ambiental para diferentes segmentos, tem por objetivo orientar os agricultores brasileiros nesta transição do modelo tradicional para a agricultura regenerativa. A empresa desenvolveu um produto que cumpre este papel, o Ecosolo - um condicionador de solo capaz de melhorar a retenção de água na terra, de fomentar o desenvolvimento de micro-organismos e aumentar a produtividade. A aplicação do produto, assim como a análise prévia da qualidade dos solos e a coleta e medição posterior de amostras, também conta com a atuação de uma equipe especialista da Ambipar. Engenheiros agrônomos, especialistas em processos de mitigação climática e aplicação de carbono atmosférico sequestrado da atmosfera para fixação no solo analisam cada área de desenvolvimento do programa para que o carbono orgânico seja acumulado em horizontes profundos do solo e prolonguem a fertilidade da área.

“Os micro-organismos são essenciais para a qualidade do solo e estão se degradando com o manuseio errado das propriedades rurais. Nosso produto não tem química, apenas matéria orgânica que estimula a reprodução desses micro-organismos e a regeneração do solo”, comenta Bianca Ayres, diretora executiva de iniciativas de carbono da Ambipar. Estima-se que cerca de 25% de todas as espécies vivas residam no solo. Um metro quadrado de solo contém bilhões de organismos e milhões de espécies. Fungos e bactérias, por exemplo, decompõem a matéria orgânica, controlam a dinâmica do carbono e tornam o ambiente sustentável.

O manejo conservacionista do solo, destaca Claudio Assis Vitovski, engenheiro agrônomo do Grupo Ambipar, tem ainda muito espaço para crescer principalmente nas propriedades menores. “Temos um número grande de propriedades de médio e pequeno portes no Paraná e em Santa Catarina que precisam de orientação e suporte para virar a chave no modo de produção. O programa da Ambipar  iniciou nos dois Estados e vem ganhando adesão de grandes agricultores em novas regiões”, explica Vitovski, acrescentando que mesmo no plantio direto, semeadura feita sem revolver a terra, é necessário aumentar a matéria orgânica do solo que estimula a microbiologia. “Esta é a contribuição que damos, com orientação técnica e o produto adequado, para melhorar o panorama agrícola do País focando na produtividade e conservação de solo.”

O Ecosolo, produto da Ambipar, além de ajudar na retenção de água no solo, também melhora a capacidade das raízes de absorver nutrientes resultando em ganhos de produtividade. Em Santa Catarina, comenta o agrônomo, uma propriedade que recebeu o condicionador e o aconselhamento sobre manejo adequado conseguiu elevar em 28% a produtividade por hectares de soja. “Dependendo da condição prévia daquele solo e da forma correta de aplicação do composto orgânico, o ganho de produtividade pode ser maior ou menor. Por isso, também é essencial darmos assistência ao produtor”, explica Vitovski.

Para garantir que a mudança de chave no modo de cultivo ocorra de forma a não comprometer a produtividade durante a transição – que ocorre inicialmente pela redução no uso dos produtos químicos e substituição pelo orgânico –, o programa é implantado em etapas. “Em uma área de 10 hectares, por exemplo, a gente começa a mudança em dois, espera estabilizar, faz as medições e depois avança”, explica o agrônomo. A agricultura de precisão com as análises de desempenho da propriedade ajuda na tomada de decisões sobre quantidade de insumos a serem usados, nível de regeneração do solo, etc.

“A agricultura de precisão ajuda a preservar o solo. Nosso monitoramento atinge áreas abaixo do alcance da raiz do cultivo. Temos a fazenda em cima que produz alimentos e outra embaixo, a fazenda de carbono em que ocorre sua fixação”, explica Bianca Ayres, acrescentando que são os micro-organismos, que proliferam incentivados pelo composto orgânico aplicado, que seguram o carbono nas profundezas. Outro cuidado importante no manejo do solo, explica a diretora da Ambipar, é utilizar o mínimo de equipamentos e converter o controle de pragas de químico para biológico para preservar as camadas mais profundas em que proliferam os micro-organismos. “Se levados à superfície, entram em contato com o oxigênio e acabam morrendo.” Uma microbiologia saudável também é importante para a descompactação do solo que ajuda no crescimento das plantas, eleva a produtividade e a rentabilidade da propriedade.

Prontos para o mercado de carbono

A extração intensiva do agronegócio é um dos fatores que reduzem a fertilidade do solo e levam a práticas de manejo responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa e pelas mudanças climáticas indesejáveis. A necessidade de mudar este cenário passa tanto pelos avanços tecnológicos no preparo do solo e cultivo como por iniciativas que sequestrem carbono da atmosfera. Um solo regenerado, saudável, é incentivo para as duas pontas – redução da emissão de gases do efeito estufa e colaboração no sequestro de carbono da atmosfera.

“O programa que desenvolvemos para melhorar o manejo do solo e regenerar a terra, com a consultoria e aplicação do Ecosolo, prepara as propriedades rurais para que sejam inseridas neste mercado de carbono que está se desenvolvendo”, comenta a diretora executiva de iniciativas de carbono da Ambipar, Bianca Ayres.  “Nós orientamos e monitoramos as técnicas adotadas no campo com a utilização da agricultura de precisão, rotatividade de cultura, redução de controle químico de pragas, plantio direto e implementamos medidas preventivas da erosão, o que agrega valor àquela produção.” Exemplo dado é a associação da cadeia de suprimentos da agroindústria com um balanço positivo em uma cadeia de valor. A Ambipar vem atuando com o mercado que envolve suprimentos agrícolas para processos industriais, engajando dessa forma uma produção sustentável valorizada também internacionalmente.

Os créditos de carbono gerados dependem das ações de redução ou remoção realizadas pelas companhias ou propriedades rurais. Quando o crédito é advindo de remoção de CO², o valor de mercado da tonelada de carbono é maior. Se forem iniciativas para redução de emissões, o valor do crédito tende a ser menor. Para cumprir suas metas ambientais, empresas podem comprar créditos de carbono de outras companhias ou propriedades rurais. A diretora destaca que o mercado, de carbono está em pleno desenvolvimento, mudando de patamar e deve crescer muito nos próximos anos. Por outro lado, o potencial da agricultura brasileira para melhorar seus processos de produção, regenerando solo e se posicionando para atuar neste mercado é enorme. O País tem hoje algo entre 60 milhões e 100 milhões de hectares de solos em diferentes níveis de degradação, segundo o relatório Visão 2030: O Futuro da Agricultura Brasileira, da Embrapa.

 

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