Wenderson Araujo/ CNA - 10/11/2020
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Projeção para a safra de 2022 é de colheita recorde, com notícias favoráveis sobre o clima

Estimativa do IBGE é que a produção de grãos chegue a 278 milhões de toneladas; em 2021, a safra deve ser 0,5% menor que no ano passado

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2021 | 14h18

RIO - A safra agrícola de 2022 deve totalizar um recorde de 278 milhões de toneladas, 25,2 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2021, com aumento de 10%, segundo o Prognóstico da Produção Agrícola, divulgado nesta quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é 7,3 milhões de toneladas superior ao previsto no primeiro prognóstico, uma alta de 2,7%.

Segundo Carlos Barradas, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, o instituto recebeu mais informações de campo sobre a nova safra, além de notícias mais favoráveis sobre o clima, “que tem ajudado as lavouras no campo”, justificou.

A safra prevista para este ano é de 252,8 milhões de toneladas, 0,5% menor que a do ano anterior, 1,4 milhão de toneladas a menos, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de novembro, também divulgado pelo IBGE. Em relação ao levantamento de outubro, houve alta de 0,6% na estimativa, o equivalente a 1,6 milhão de toneladas a mais. A melhora foi puxada por projeções um pouco mais amenas para a segunda safra do milho.

“Em 2021, tivemos muitos problemas climáticos, principalmente na segunda safra. Como as chuvas demoraram, o plantio e a colheita da soja atrasaram, estreitando a janela de plantio da segunda safra do milho. Além disso, o clima seco prejudicou a produção”, diz Barradas, em nota divulgada pelo IBGE.

Em 2021, a produção de milho diminuiu em 15 milhões de toneladas em relação a 2020, uma queda de 14,6%.

“Para ano que vem, a safra está começando no tempo certo, e isso vai favorecer a janela de plantio do milho 2ª safra. Além disso, o milho 1ª safra e a soja, que já foram plantados, estão sendo beneficiados pelo clima deste final de 2021, que está chuvoso”, completou Barradas.

O Brasil deve colher um novo recorde de soja em 2022, totalizando 138,8 milhões de toneladas, uma alta de 3,4% em relação a 2021, ou 4,5 milhões de toneladas a mais.

Para o ano que vem, o IBGE espera aumentos também na produção de milho primeira safra (alta de 13,9% ante 2021, totalizando 29,2 milhões de toneladas), milho segunda safra (alta de 28,4% ante 2021, somando 80,2 milhões de toneladas), algodão herbáceo em caroço (alta de 4,3%, para um total de 6,1 milhões de toneladas), sorgo (alta de 12,2%, para 2,7 milhões de toneladas), feijão primeira safra (alta de 10,7%, para 1,3 milhão de toneladas) e feijão segunda safra (alta de 4,0%, chegando a 1,1 milhão de toneladas).

Na direção oposta, são esperados recuos na produção do arroz (-4,2%), feijão terceira safra (-0,9%) e trigo (-8,5%).

A área prevista será maior para a soja em grão (2,7%), milho em grão primeira safra (3,3%), milho em grão segunda safra (4,2%), algodão herbáceo em caroço (3,1%), feijão primeira safra (0,4%) e feijão terceira safra (1,3%). A área deve ser menor para o arroz em casca (-0,4%), sorgo (-0,4%) e trigo (-2,0%).

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