Adriano Machado/Reuters
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'Se cotação do trigo argentino subir, podemos trazer de outro lugar', diz ministra da Agricultura

Pacote econômico anunciada pela Argentina inclui sobretaxa da exportação de produtos agrícolas; segundo Tereza Cristina, o país vende 6 milhões de toneladas de trigo para o Brasil

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2019 | 16h05

BRASÍLIA - A sobretaxação do agronegócio argentino trouxe preocupações para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que disse estar acompanhando a situação de perto. Uma das questões é o preço do trigo argentino, importado pelo Brasil.

“Esse trigo entra no Brasil sem taxas. Agora, se isso ficar inviável, nós temos outras alternativas, podemos trazer de outros lugares. Mas a Argentina não pode perder o mercado brasileiro de 6 milhões de toneladas”, disse. “Esperamos que o pão não suba de preço.”

Na Argentina, mudanças na política econômica, anunciadas no sábado, 14, podem provocar perdas para os produtores rurais argentinos, apontou o La Nación. O jornal mostrou que, considerando os preços atuais das commodities e os rendimentos médios das últimas cinco temporadas, produtores não conseguirão cobrir custos no milho e trigo com a sobretaxa na exportação (retenciones) de 12%. Segundo o jornal, a conta de custos e receita fica quase zerada na soja com o tributo de 30% na exportação, citando levantamento da consultoria AZ Group.

Tereza Cristina disse, ainda, que deve acompanhar o presidente Jair Bolsonaro na viagem para a Índia, que deve ocorrer em janeiro. Um dos assuntos a ser tratado no país asiático é a bioenergia.

Tereza Cristina fez um balanço do ano na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília, com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nesta terça-feira, 17. Ela destacou, aos deputados e senadores que integram a bancada, que em 2020 dois programas serão prioridade da pasta: o AgroNordeste e a Regularização Fundiária.

Segundo ela, o AgroNordeste já teve convênios assinados no valor de R$ 215 milhões, atingindo 230 municípios do Nordeste e de Minas Gerais, com 1,7 milhão de beneficiados.

Em relação à regularização fundiária, disse que é "o combo titulação-preservação", e que vai beneficiar cerca de 300 mil propriedades, pequenas em sua maioria, além dos 9.500 assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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