Tecnologia agro
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Produzido pela Ambipar, o Ecosolo® está inserido na economia circular para aumentar produtividade ao utilizar insumos orgânicos que teriam os aterros como destino final

Ambipar, Estadão Blue Studio
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26 de maio de 2021 | 08h30

Um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil também se destaca na importação de minerais usados no cultivo, como potássio e fósforo, aplicados como nutrição no solo. É, por exemplo, o recurso adotado por muitos agricultores do Cerrado, onde o terreno é arenoso e precisa de ajustes para se adaptar a lavouras de grãos. Cerca de 70% desses insumos são importados, ou seja, estão atrelados ao dólar. Esse volume equivale a aproximadamente 29,4 milhões de toneladas em 2020, de acordo com o GlobalFert, provedor de informações sobre o mercado brasileiro de fertilizantes.

Em termos de comparação, enquanto na região conhecida como cinturão da soja, nos Estados Unidos, são aplicados 30 quilos de fertilizante por hectare, no Cerrado brasileiro são necessários 450 quilos. Situações como essa, que envolvem o futuro da produção de alimentos e a incorporação de formas de aproximar a atividade de um modelo sustentável de negócio, com menor agressão ao planeta, têm ganhado espaço nos grandes debates internacionais que envolvem governos, multinacionais, produtores, ONGs e consumidores.

No Brasil, pesquisadores da Ambipar, multinacional brasileira líder em serviços e produtos dedicados à gestão ambiental para diferentes segmentos, desenvolveram um produto com matéria orgânica funcional que potencializa a nutrição a partir dos fertilizantes minerais.

O Ecosolo®, registrado no Ministério da Agricultura (Mapa), é um condicionante de solo capaz de melhorar a retenção de água na terra, de fomentar o desenvolvimento de micro-organismos e de aumentar a produtividade de plantas como soja, milho e hortaliças, incentivando a agricultura regenerativa. O insumo – que conta com duas certificações independentes para a produção orgânica, do Instituto Biodinâmico (IBD) e da Ecocert – pode reduzir os custos com fertilizantes de origem mineral.

Bianca Ayres, diretora executiva de iniciativas de carbono da Ambipar, destaca a valorização crescente da produção orgânica e do carbono positivo, principalmente para exportação. O programa de manejo sustentável com Ecosolo® oferece orientação aos agricultores para sequestrar o carbono atmosférico como crescimento de bioma no solo, prolonga a fertilidade e reduz as perdas de nutrientes com fixação de carbono no terreno. Com isso, são gerados créditos de carbono certificados internacionalmente em mercado voluntário, e o valor é compartilhado com o agricultor.

Além dessas características, o Ecosolo® oferece outras vantagens. Uma delas é a sua origem. O produto é obtido a partir da biodegradação assistida de resíduos orgânicos industriais.

Com a tecnologia desenvolvida pela Ambipar, que tem operações por todo o Brasil, o resíduo ganha uma nova atribuição, inserindo o conceito de economia circular – diferentemente do processo produtivo linear, em que os resíduos são utilizados como insumos para o desenvolvimento de novos produtos.

Escalabilidade como diferencial

A Ambipar é atualmente a empresa que gera o maior volume de composto orgânico obtido a partir da economia circular e utilizado na agricultura no Brasil. A empresa transfere o conceito de resíduo para subproduto industrial e, anualmente, mais de 500 mil toneladas de resíduos são transformadas em cerca de 300 mil toneladas de Ecosolo®. “Uma das diferenças do nosso produto é justamente a escala que conseguimos”, explica Fabrício Profiro, superintendente de valorização agronômica na Ambipar.

O Ecosolo® tem desempenho e custo que o tornam competitivo tanto para o uso por agricultores familiares quanto para grandes produtores. A Ambipar comercializa seu produto, por exemplo, para fazendas de soja, milho e trigo. No caso da soja, foi evidenciado resultado em campo de que a aplicação do insumo orgânico aumentou em aproximadamente 28% a massa de grãos em relação ao método tradicional de cultivo.

Os resultados são aferidos por pesquisas próprias e também realizadas por universidades. Mas mesmo quem não tem conhecimento especializado consegue, visualmente, identificar a diferença de desempenho. Por exemplo, as folhas da oleaginosa permanecem verdes por mais tempo realizando fotossíntese, aumentando a quantidade de vagens e consequentemente a produtividade. Além de incrementar robustez no sistema radicular, que diz respeito às raízes das plantas.

“Como usamos os subprodutos industriais, que são gerados o ano todo, temos matéria-prima para a biodegradação sem efeitos da sazonalidade. Além disso, a indústria se submete a um alto controle em toda a cadeia e busca estar amparada pelas principais certificações nacionais e internacionais. Isso garante a qualidade do nosso produto, ao mesmo tempo que mostra como já há uma preocupação em aplicar a circularidade nos processos industriais. Ou seja, dá para reciclar e valorizar, como vem sendo implementado cada vez mais pela Ambipar, transformando subprodutos em novos produtos”, diz Profiro.

 

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