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Tecnologia de precisão gera oportunidades à Trimble

Segundo empresa, ano está sendo favorável para quem lida com tecnologia no agronegócio

Coluna do Broad Agro, O Estado de S. Paulo

14 de setembro de 2020 | 05h00

A Trimble, empresa de tecnologia que trabalha também com produtos e serviços para agricultura de precisão, espera fechar 2020 no Brasil com vendas 5% a 10% maiores para o segmento agro. Este ano está sendo especialmente favorável ao setor, e a companhia prevê ampliar de 15% a 20% sua rede de distribuição. Hoje só não está presente no Norte do País. Quer ganhar espaço em Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraná. “Estar a uma distância de 200 quilômetros do produtor ainda é viável, mas se você está a 500 km a assistência é mais difícil”, diz José Bueno, diretor comercial da Divisão Agrícola para a América Latina. A Trimble mira em especial os setores de soja, milho e arroz, culturas que têm perspectiva de expansão de área e de investimento devido aos preços remuneradores.

Retomada

Entre março e maio produtores seguraram investimentos em tecnologia, diante das incertezas relacionadas à pandemia de covid-19, mas a partir de junho voltaram a investir e as vendas da Trimble reagiram. Segundo Bueno, a empresa viu maior demanda por soluções para reduzir custos em dólar na aplicação de insumos, caso da pulverização seletiva.

Virtual

Com o cancelamento de eventos agropecuários por causa da pandemia, a Trimble organizou em abril sua própria feira virtual no Brasil, atraindo 4 mil visitantes, e aproveitou a experiência para organizar eventos similares na Argentina e no México. A empresa tem apostado, ainda, em parcerias para desenvolvimento e difusão de tecnologias com Embrapa, Instituto Agronômico (IAC), USP e Unicamp.

Apetite

A carteira rural da Credicitrus deve crescer 13% na safra 2020/2021 e chegar a R$ 1,7 bilhão, prevê Walmir Fernandes Segatto, CEO da cooperativa de crédito. No ano-safra 2019/2020, o montante foi de R$ 1,5 bilhão. Com os juros mais baixos do Plano Safra 2020/2021, a demanda cresceu – por volta de 35% da carteira deve ter como fonte o crédito oficial. “Aqui o cooperado é o dono, as sobras (lucros) voltam para ele e movimentam a economia local”, diz.

Fila

Dos atuais 110 mil cooperados da Credicitrus, metade é de produtores ou empresas da cadeia do setor agropecuário, de diversos portes e segmentos. O número vem crescendo: eram 107 mil em 2019 e devem chegar a 117 mil no fim deste ano. Em julho, foram abertas três lojas, em Holambra, Jaguariúna e Paulínia; na semana passada, foi inaugurada a de Catanduva. Até outubro, será a vez de Rio Claro e Jundiaí – todas em São Paulo. Para 2021, estão programadas mais cinco lojas em São Paulo e Minas Gerais.

Quiçá

A Cargill vê recuperação ainda lenta da demanda por óleos vegetais e derivados por parte do setor de food service. A expectativa é de aceleração a partir deste mês, com mais empresas retomando a operação em escritórios após meses de trabalho remoto, diz o presidente da empresa no Brasil, Paulo Sousa. Ainda assim, a expectativa é fechar o ano com uma redução geral no tamanho do mercado de food service, diz ele.

À espreita

Os Cbios, emitidos por usinas de biocombustíveis por captarem gases de efeito estufa, têm potencial para se valorizar em 2021, avalia Fábio Solferini, CEO da consultoria StoneX. Atualmente, valem cerca de R$ 20, longe dos US$ 10 (R$ 50) previstos na concepção do papel. A expectativa é de uma reação passada a crise gerada pela covid-19, que atrasou a definição das metas de emissão do papel.

Não tem volta

Os Cbios precisarão ser comprados por distribuidoras de combustíveis fósseis para compensar suas emissões de gás carbônico. “Essas distribuidoras terão de cumprir metas de descarbonização neste ano e, com mais operações, novos investidores devem vir atrás do título”, diz Solferini. Ele explica que cada distribuidora tem sua estratégia de negócio, mas considera que podem estar adiando a compra do papel, na expectativa de uma oferta maior do que a demanda, o que deixaria o papel mais barato.

Visão

A fabricante de máquinas agrícolas Jacto quer triplicar nos próximos três anos seu faturamento, que em 2019 foi de R$ 1,65 bilhão. No mês passado, lançou diversos produtos com tecnologias para agricultura tropical, visando aumentar sua participação na África do Sul, na Argentina, na Ucrânia, na Rússia e no México. “Queremos dobrar nossa presença nesses países, de uma média de 5% para 15% do mercado”, conta Fernando Gonçalves, presidente da companhia.

Várias fichas

Gonçalves quer ver o peso das exportações na receita da Jacto sair da média histórica de 25% do total para 35%. No Brasil, o objetivo é aumentar em 5% a 8% a participação no mercado em três anos – ele não revelou qual é a fatia atual.  

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