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Brasil ganha mais nove Leões em Cannes

País recebeu hoje cinco prêmios para outdoor e quatro para rádio

Marili Ribeiro, enviada especial,

17 de junho de 2008 | 21h43

A diversificação dos países que vêm ganhando prêmios no Festival de Publicidade de Cannes deste ano já é considerada um marco da atual edição do festival. Se, nos anos anteriores, a novidade ficou por conta da ascensão dos países do Bric - com a exceção do Brasil, que sempre se destacou em Cannes –, este ano quem se sobressai entre os vendedores são países como Malásia, Tailândia, Costa Rica, Coréia do Sul e Catar.

 

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No placar geral, já foram divulgados resultados de metade das dez categorias em competição. E o Brasil, com 13 prêmios, mantém praticamente o mesmo desempenho do ano passado – tinha conseguido 12 nas mesmas categorias. Mas entre os seis ouros obtidos no ano passado, estavam três peças para Outdoor, que, este ano, não assegurou nenhum. Entre os que estão brilhando nessa categoria estão justamente Malásia, Catar, Cingapura e China. Além de EUA e Alemanha, como é habitual.

“O mundo está mudando e outros países estão trazendo referências fora da propaganda convencional e, com isso, roubando a cena”, diz André Lima, sócio da NBS e jurado da categoria Outdoor. No total, o Brasil emplacou apenas cinco Leões nessa categoria, sendo dois de prata, ganhos pela agência AlmapBBDO, e três de bronze, que ficaram com Fischer América, Santa Clara e Lew,Lara\TBWA.

O prêmio máximo (Grand Prix) da categoria Outdoor ficou com uma campanha integrada – que se desdobra em várias mídias. Trata-se da mesma peça que já venceu em ação promocional, ou Promo Lions. É o trabalho criado pela agência BBDO de Nova York para o canal HBO, batizada de “voyeur”, que projeta em um outdoor situações que acontecem em apartamentos simultaneamente e que se relacionam entre si. A campanha já se configura como forte candidata a repetir o sucesso da campanha da Dove, que na edição passada levou todas as honrarias do Festival.

O avanço das chamadas campanhas integradas parece que veio para ficar e está sensibilizando os jurados. Em ações de mídia, ou Media Lions, outra das categorias que revelou seus vitoriosos, também uma peça trabalhada nesse espírito se saiu vencedora.

O Grand Prix ficou com a agência sueca Forsman & Bodenfors, com o trabalho para um fundo de pensão do país, o AMF. A campanha programou várias mídias para convencer os suecos, donos de bons serviços públicos de saúde, a garantirem sua velhice com uma boa renda. Para tal, entre outras ações havia uma na qual as pessoas enviavam por celular suas fotos atuais e recebiam uma versão de como ficariam com 70 anos.

O Brasil, representado no júri por Luiz Fernando Vieira, sócio da agência Africa, não teve a performance imaginada, até porque havia dobrado as apostas este ano. Inscreveu 104 casos, classificou sete e ficou com apenas um bronze para a campanha da Nokia desenvolvida pela Lew,Lara\TBWA.

Em Rádio, o Brasil se saiu melhor do que no ano passado, quando ganhou apenas um Leão. As agências McCann Erickson e AlmapBBDO garantiram um cada uma, e a F/Nazca Saatchi & Saatchi levou dois. Todos de bronze. Nessa categoria, o Japão conseguiu um inédito grand prix em Rádio. Ao abusar de ruídos, que insinuava que se pode perder muita coisa quando não se fotografa a situação em curso, os japoneses conseguiram vender máquinas digitais por meio do som.

As listas preliminares de design, categoria que estreou em Cannes com mais de mil trabalhos inscritos de 54 países, deram ao Brasil cinco possibilidades de ganhar Leões. Já em Cyber, ou campanhas desenvolvidas para a internet, o Brasil classificou 37 peças.

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