Balada a poucos metros do quarto

Alguns hostels brasileiros - como Lua Cheia e Che Lagarto - viraram boa referência de agito

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2008 | 03h20

O entra-e-sai de gente do mundo todo nos hostels já é, por si só, uma festa. Mas alguns desses estabelecimentos - antigamente conhecidos como albergues da juventude - resolveram aproveitar o público variado (e sempre muito animado) que recebem para promover agitos noturnos de primeira.Os bares com cara de pub figuram como a opção mais freqüente nos hostels. Em geral, eles são pequenos, têm capacidade para poucos freqüentadores e aceitam não hóspedes. Para tanto, costumam reservar entradas separadas, evitando que os ''de fora'' passem por áreas como a recepção e a sala de convivência.As noitadas geralmente são caprichadas, com opções de música ao vivo, seja no melhor estilo banquinho e violão ou com direito a banda completa. Performances de DJs e festas temáticas também estão na programação. E não são poucos os que oferecem roteiro fixo, que contempla a semana inteira com estilos musicais variados.A paulistana Fátima Battaieiro Diógenes, de 42 anos, é fã da idéia de se divertir a poucos passos do quarto. Freqüentadora há uma década do Lua Cheia, em Natal, Fátima conheceu o local por causa da festa de Halloween que o hostel costumava realizar. ''Era realmente glamourosa'', lembra a paulistana. ''As pessoas caprichavam nas fantasias e a arquitetura de castelo ajudava a dar o clima de Dia das Bruxas.''O evento anual acabou sendo proibido pela prefeitura da cidade, mas a hóspede continuou fiel ao estabelecimento. Quer saber a razão? A animação do Taverna Pub, no subsolo do hostel, certamente é um dos motivos.Com 11 anos de funcionamento ininterrupto, o Taverna é veterano no bairro de Ponta Negra, um dos mais turísticos de Natal. Tem entrada independente e mantém uma programação badalada, de segunda-feira a sábado, sempre a partir das 22 horas.Há música ao vivo todos os dias - com exceção das quintas, quando um DJ faz o público dançar ao som de música brasileira. O pub é tão freqüentado que acabou transformando toda a rua em point de balada. Hoje, a localidade concentra inúmeros barzinhos.Correio eleganteO início da semana tem movimento garantido. Tudo por causa da festa Segundas Intenções, que ocorre às segundas-feiras, claro. Duas mensageiras - uma vestida de anjo e a outra de diabinha - passam a noite ajudando na troca de torpedos entre os freqüentadores. No sábado, a trilha sonora é discoteca dos anos 70. A banda toca vestida a caráter.A dica é chegar cedo, porque o pub tem capacidade limitada a 200 pessoas e costuma ficar lotado. Entradas custam R$ 15 para mulheres e R$ 20 para homens até as 23 horas. Depois, o preço aumenta. Informações: www.tavernapub.com.br.No RioA música brasileira é o foco do Copa Hostel (www.copahostel.com.br), no Rio, inaugurado em dezembro de 2006. Apesar de não contar ainda com programação fixa, o Guimo's Pub promove shows esporádicos de MPB com a cantora Jô Holtz. O local tem, ainda, um telão e algumas noites são reservadas para festas e apresentações de DJs.Para descobrir o que vai rolar no hostel, no entanto, só passando por lá. O estabelecimento tem o costume de não divulgar as próximas atrações. O Copa Hostel fica na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 1.077. A entrada é pela lan house, aberta 24 horas.No mesmo bairro da zona sul, o Che Lagarto ficou tão famoso pela balada que virou uma das principais recomendações do site Hostel Bookers (www.hostelbookers.com) para quem procura um ambiente festivo. No bar, aberto apenas para os hóspedes, ocorrem churrascos às terças e às sextas-feiras, muitas vezes animados por cantores de samba ou de reggae. Informações: www.chelagarto.com.Também em Copacabana, o Stone of a Beach tem entre seus chamarizes o Bar Clandestino. Por lá, o forte é a sexta-feira, dia da Black Friday, com direito a soul, funk e hip hop. A casa tem programação de terça a sábado, sempre a partir das 23 horas, com entradas que variam de R$ 10 a R$ 14. Informações: www.stoneofabeach.com.br.No Brasil há, ainda, hostels com espaço exclusivo para festas, mas que não mantêm bar aberto em tempo integral. É o caso do Paudimar, em Foz do Iguaçu, que conta com uma elogiada área para o agito noturno, longe dos quartos, e do Curitiba Eco Hostel.

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