Reino Unido sofre maior onda de greves em uma década

Mais de 400 mil trabalhadores do setor público param para forçar premiê a rever política de corte de impostos

PAUL MAJENDIE, REUTERS

24 de abril de 2008 | 07h48

O Reino Unido amanheceu nesta quinta-feira, 24, abalado por uma onda de greves que, segundo os sindicatos, é a maior desde que o governo trabalhista chegou ao poder, há dez anos. Mais de 400 mil empregados do setor público cruzaram os braços.  Este é mais um dos problemas do primeiro-ministro Gordon Brown, já que, um dia antes, rebeldes trabalhistas o forçaram a rever uma política de corte de impostos. No dia 1o de maio, ele enfrentará seu primeiro grande teste nas urnas, durante as eleições locais. Os empregados da refinaria de petróleo de Grangemouth, na Escócia, também estão em greve devido a uma disputa sobre pensões. A paralisação pode causar grandes problemas à distribuição de combustíveis.  "Depois de três anos de aumentos abaixo da inflação, a perspectiva de mais três anos na mesma situação é a gota d'água", disse a líder do sindicato dos professores, Christine Blower. Brown, cuja popularidade caiu vertiginosamente com uma série de crises, tenta manter a economia nos trilhos em meio à desordem global. Sobre a greve dos professores, ele afirmou: "É lamentável para os alunos, é lamentável para os pais". "Este é um governo que, nos últimos 10 anos, dobrou os gastos com educação", disse ele à Sky News. Mas, animados, os sindicatos estão determinados a pressionar o governo que tenta conter os gastos públicos. Milhões de trabalhadores pagos pelo governo estão desapontados com suas folhas de pagamento, já que o custo de vida cresceu. Brown, que substituiu Tony Blair como primeiro-ministro em junho do ano passado, depois de 10 anos como ministro das Finanças, viu sua aprovação cair com os efeitos da crise de crédito, o que abalou sua reputação como administrador econômico.

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