1 milhão de empregos com carteira foram criados em 12 meses

O mercado de trabalho para os empregados com carteira assinada criou no mês de maio 291.822 postos de trabalho, o que representa um aumento de 108% em relação aos 140 mil criados no mesmo mês do ano passado. É o melhor mês de maio desde 1992. De acordo com o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, o número de empregos formais criados este ano chega a 826.761, um aumento de 90% em relação aos 435 mil no mesmo período de 2003. Em 12 meses (de junho de 2003 a maio deste ano) foram criados mais de um milhão de empregos formais.Os dados têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Demitidos (Caged) do Ministério do Trabalho. ?Não é uma pesquisa de desemprego?, disse o ministro, ao esclarecer, mais uma vez, a confusão que se forma a cada anúncio do crescimento do emprego formal, seguida da divulgação das taxas de desemprego pelos institutos de pesquisa. ?No Caged não há análise do desemprego e o que esperamos é que com o crescimento do emprego formal as pesquisas que tratam da taxa de desemprego apontem uma queda desse índice?, disse.O Caged é um cadastro de informações do mercado formal. Todo mês, as empresas do País são obrigadas a encaminhar ao governo informações sobre a movimentação de pessoal e salário de contratação dos trabalhadores. De acordo com o ministro, o desempenho do mercado de trabalho formal no mês de maio demonstra o reaquecimento do mercado interno. Até abril, segundo Berzoini, o crescimento do emprego estava concentrado no segmento exportador e na produção agrícola. Em maio, embora a agricultura tenha tido um papel relevante, com a oferta de 86.859 postos de trabalho, a indústria de transformação apresentou um incremento de 89.527 empregos.Mesmo com um desempenho bastante superior ao verificado no mesmo período do ano passado, Berzoini manteve a previsão de fechar 2004 entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de novos empregos. Ele observou que a taxa de desemprego pode não cair imediatamente porque mesmo o Caged, que só mede a criação de empregos formais, comprova que a maior oferta de trabalho vem se dando no interior e não nas regiões metropolitanas, alvo das pesquisas de desemprego.

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