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1º trimestre fraco adia recuperação da indústria

Nem o Dia das Mães, segunda melhor data de vendas do ano, deve ampliar receita do varejo ante 2008

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

28 de março de 2009 | 00h00

O fraco desempenho do comércio de eletrodomésticos e eletrônicos no primeiro trimestre deste ano e a previsão dos varejistas de, no máximo, repetir no Dia das Mães o faturamento de 2008 adiam a expectativa de recuperação da indústria para o segundo semestre."Se as vendas do Dia das Mães empatarem com as de 2008, será ótimo", diz Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). A indústria depende da reposição dos estoques dos varejistas para retomar o ritmo de produção nas fábricas e, ao que tudo indica, há grandes chances de não se confirmar esse prognóstico. Em fevereiro, o faturamento real do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo caiu 3,2% na comparação com mesmo mês de 2008, segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, obtida com exclusividade pelo Estado. Em janeiro, a queda já tinha sido de 3,2%.Para zerar as perdas acumuladas neste ano e terminar o primeiro trimestre empatado com 2008, seria necessário ampliar em 6% o faturamento real em março, calcula o economista da entidade, Altamiro Carvalho. "Obter esse crescimento em março é improvável num cenário de crise", diz o economista.Empresários do varejo confirmam o desempenho pífio no primeiro trimestre. Nas Casas Bahia, o maior varejista de eletroeletrônicos e móveis do País, o faturamento caiu cerca de 6% entre janeiro e março em relação a igual período de 2008, diz o diretor administrativo e financeiro, Michael Klein. Ele conta que em janeiro houve empate em relação a 2008 e, em fevereiro e março, queda. "Percebemos que o consumidor evita assumir crediário porque tem medo do desemprego."As vendas de lavadoras e secadoras da rede, por exemplo, caíram 4% no primeiro trimestre; nos refrigeradores, freezers e aparelhos de ar condicionado houve recuo 13%; na linha de fogões e fornos, retração de 14%. Os aparelhos de imagem e som despencaram 20%, em média. Só a venda de eletroportáteis teve alta de 16%."Hoje existe uma cautela muito grande na hora de ir às compras", afirma Décio Thomé, diretor de Vendas das Lojas do Baú Crediário, rede do Grupo Silvio Santos. Apesar disso, ele diz que a empresa encerra o primeiro trimestre com crescimento de 6% no faturamento real, levando em conta as mesmas lojas. O resultado foi atingido após a companhia ajustar meta de vendas e mix de produtos. Nas Lojas Cem, o trimestre deve encerrar com crescimento de 9% ante 2008, diz o supervisor geral, Valdemir Colleone. Em fevereiro, houve queda de 1% nas vendas. O recuo foi mais que compensado pelo crescimento de janeiro (13%) e março (9%). O desempenho da empresa contrasta com estimativas de queda nas vendas no trimestre feitas por fabricantes e varejistas. Projeções de mercado indicam retração média de 7% na receita obtida com a venda de eletrodomésticos da linha branca no primeiro trimestre e de 8% na linha de imagem e som ante 2008.Só em janeiro, houve retração de 13% no número total de TVs vendidas no mercado nacional, segundo o diretor de vendas da LG, Roberto Barbosa. NÚMERO 3,2% foi a queda no faturamento real do comércio em fevereiro ante o mesmo mês de 2008, segundo a Fecomercio. Em janeiro, o recuo também havia sido de 3,2%

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