1001 nega aquisição da Viação Cometa

Não se trata de uma fusão ou aquisição, mas de ?parceria?, o negócio envolvendo duas das maiores transportadoras rodoviárias de passageiros do País, as viações 1001 e Cometa. A Secretaria de Transportes Terrestres do Ministério dos Transportes recebeu na semana passada uma carta da transportadora fluminense 1001, em que nega um suposto processo de fusão com a paulista Cometa.O Ministério dos Transportes teria de aprovar a junção, já que as empresas prestam serviço público, por meio de concessão. A carta, assinada pelo diretor da 1001, Amaury de Andrade, informa que não são verdadeiras as notícias de "fusão ou participação direta da 1001 no controle societário da Viação Cometa S.A.". No entanto, as duas empresas confirmaram a realização de uma "parceria", que manterá as "identidades" de ambas.Fontes do setor de transportes, no entanto, afirmam que o grupo que controla a 1001 comprou participação acionária na Cometa, num acordo que pode evoluir para a aquisição. Os termos do acerto não foram revelados. Além da Viação, o Grupo 1001, com sede em Niterói (RJ), tem negócios no transporte aquaviário de passageiros, táxi aéreo, turismo, informática e agropecuária. Segundo nota divulgada pela Viação 1001, as conversações com a Cometa começaram no ano passado e estão tendo continuidade.Uma fusão reuniria a Cometa, quarta maior transportadora rodoviária de passageiros do ranking nacional, com a 1001, sexta maior do País em faturamento líquido. O ministério teria de avaliar um acordo entre elas porque as duas transportadoras atuam na linha de ônibus mais importante do Brasil, a rota Rio-São Paulo. Fusões de empresas que atuam na mesma rota sofrem restrições legais.A Viação A Cometa tem 700 veículos e opera em 50 cidades, principalmente em território paulista. A 1001 tem 650 veículos e 23 pontos de venda no Rio, São Paulo, Minas, Espírito Santo e Santa Catarina.

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