Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

12,4 milhões de brasileiros trabalham para o próprio consumo

Resultado equivale a um aumento de 1,1 ponto porcentual em relação a 2016, quando essa fatia somava 6,3%

Daniela Amorim e Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

18 Abril 2018 | 10h20

RIO - O País tinha 12,4 milhões de pessoas com 14 anos ou mais anos de idade (7,4% dessa população) realizando algum tipo de trabalho para o próprio consumo em 2017. O resultado equivale a um aumento de 1,1 ponto porcentual em relação a 2016, quando essa fatia somava 6,3%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) - Outras Formas de Trabalho, referente a 2017, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

+ Desigualdade no Brasil é o dobro da oficial

A taxa de realização de trabalho para o próprio consumo foi maior entre os homens (7,9%) do que para as mulheres (6,9%) no ano passado. Os resultados para esse tipo de atividade foram mais elevados entre as populações das regiões Norte (11,1%), Nordeste (10,4%) e Sul (9,7%).

+ 1% mais rico ganha 36 vezes o que ganha a metade mais pobre da população

O trabalho para o próprio consumo aumentou ainda conforme o avanço da idade, sendo mais frequente entre as pessoas de 50 anos ou mais (10,4%). Por outro lado, quanto maior o nível de instrução, menor a taxa de realização de produção para o próprio consumo: enquanto 12,9% entre as pessoas sem instrução ou com fundamental incompleto exerciam atividades para consumo próprio, apenas 2,7% das que tinham o ensino superior completo tinham esse tipo de atividade.

A produção para autossuficiência também foi mais frequente entre as pessoas que não tinham emprego, 8,3% delas, contra uma fatia de 6,6% dos que possuíam outro tipo de trabalho.

+ Brasil ganha mais 5 mil milionários em 2017, diz relatório

O cultivo, pesca, caça e criação de animais foi a atividade mais citada entre quem trabalhava para o próprio consumo (76,4% delas), seguida por produção de carvão, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material (16,9%).

Apesar do avanço desse tipo de trabalho na passagem de 2016 para 2017, o número médio de horas semanais dedicadas à produção para o próprio consumo caiu em todas as atividades. A construção de prédio, cômodo, poço ou outras obras de construção manteve a liderança no dispêndio de horas trabalhadas (14,5 horas).

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.