13.º: ações são alternativa de aplicação

Uma das aplicações recomendadas por analistas para aqueles que pretendem investir parte do 13.º salário é a compra de ações ou de cotas de fundo de ações. Eles acreditam que, diante de boas perspectivas para o cenário econômico em 2001, os papéis de empresas tendem a apresentar valorização significativa no próximo ano. Porém, a indicação é que apenas o investidor que não possui aversão ao risco entre nesse segmento. Além disso, o recomendado é que apenas parte dos recursos seja alocado nesse mercado. Marcelo Maneo, diretor de gestão de carteira da Lloyds Asset Management (LAM), lembra que a confirmação do cenário positivo para as ações depende da retomada do crescimento econômico, do recuo das taxas de juros e do controle da inflação. O diretor de renda variável do BankBoston Asset Management, Júlio Ziegelmann, concorda e faz duas projeções: "Na perspectiva mais negativa, a economia cresceria 2,5% e a Bolsa teria valorização de 22%. No outro extremo, a economia cresce 4% e a Bolsa valoriza 50%".O crescimento da economia é fundamental para o desempenho do mercado de ações. Isso porque para saber quanto vale uma ação hoje, os analistas observam o segmento onde atua a empresa, o seu histórico e a conjuntura econômica do País. "O crescimento da economia faz com que o investidor passe a apostar em um lucro maior da empresa. O resultado seria um aumento do preço das ações já no próximo ano", explica Maneo.Nicolas Balafas, diretor de renda variável da BNP Asset Management, também acredita que o próximo ano será promissor para o mercado de ações. Ele projeta uma valorização de 30% nos principais papéis negociados na Bovespa. "Os juros devem continuar em queda no Brasil, a situação argentina e norte-americana devem melhorar. O resultado será ganhos expressivos no mercado de ações", afirma. Tendência positiva já era esperada para esse anoZiegelmann afirma que a tendência positiva para o mercado acionário já era esperada para esse ano. Porém, com vários fatos negativos no mercado internacional - baixo resultado financeiro de empresas nos EUA, desaceleração da economia norte-americana, crise na Argentina e alta do preço do petróleo - as expectativas dos analistas não se confirmaram.Nesse ano, o mercado de ações brasileiro sofreu forte influência da Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia papéis de empresas do setor de tecnologia e Internet. A bolsa eletrônica vem apresentando forte oscilação e resultados negativos. Até o dia 27, registrava queda de 27,20% no acumulado do ano. "As projeções para o lucro das companhias desse segmento foram superestimadas. Houve um erro de avaliação. Os investidores refizeram suas estimativas de ganhos com perspectivas de queda, o que teve reflexos no preço das ações", afirma Balafas. No mesmo período, o Ibovespa - Índice que mede a valorização das ações de empresas mais negociadas na Bovespa - acumula perda de 17,25%, apesar dos bons fundamentos da economia e das boas perspectivas para o mercado de ações nesse ano. A influência da Nasdaq no Ibovespa é explicada porque cerca de 34% do Índice refere-se a papéis de empresas do setor de telecomunicações. Balafas espera que as contínuas quedas do Nasdaq comecem a ceder em pouco tempo. "Os investidores vão encontrar um valor justo para as ações e, com isso, o mercado deve apresentar oscilações menores", explica.Veja na seqüência os melhores papéis na opinião dos analistas.

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