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13 coisas que explicam o sucesso e o poder de Emilio Botín

Empresário transformou uma pequena empresa local em um dos maiores bancos do mundo

O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2014 | 13h59


Emilio Botín, que morreu nesta quarta-feira, 10, aos 79 anos, tinha uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 1,1 trilhão. Ele foi muito criticado em 2011, quando a família Botín pagou 200 milhões de euros à Fazenda espanhola para encerrar uma investigação fiscal relacionada a uma conta na Suíça. O problema é que o dinheiro estaria em uma conta do banco rival HSBC.


Apesar das polêmicas, Botín é citado como exemplo por seu trabalho desde que começou a trabalhar no banco da família em 1956, um século depois da fundação da instituição, no reinado de Isabel II.


Durante muitos anos trabalhou à sombra de seu pai, a quem substituiu aos 51 anos em 1986, no mesmo ano em que a Espanha se uniu à União Europeia. Confira abaixo 13 fatos que explicam o sucesso e o poder de um dos banqueiros mais importantes da história da Espanha.



1) Foi reconhecido por transformar uma pequena empresa local em um dos maiores bancos do mundo, contribuindo para o grande crescimento da economia da Espanha nos anos 90.


2) Conhecido pela grande habilidade de firmar acordos.


3) Sob seu comando, o Santander empreendeu com grande apetite com uma série de aquisições na América Latina, encabeçando uma 'conquista espanhola' no continente.


4) Comprou em 2004 o banco britânico Abbey National, por 13 milhões de euros, e colocou a Espanha no sistema bancário internacional.


5) Foi uma figura chave na internacionalização do setor financeiro espanhol, nas palavras do chefe do governo espanhol Mariano Rajoy.


6) Quando parte do setor financeiro espanhol recorreu a um resgate financeiro em 2012, o Santander saiu relativamente incólume, blindado pela presença internacional conquistada antes da crise de 2008.


7) Como outras dinastias da Europa, como os Agnelli, da Itália, e os Quandt, da Alemanha, o sobrenome Botín exerceu grande influência sobre os líderes políticos e sociais na Espanha.


8) Apesar de a família Botín ter apenas 2% das ações do Santander, três integrantes do clã estão no conselho de administração.


9) Em 1989, elevou de 1% para 11% os juros que pagava pelas contas correntes dos clientes, lançando uma guerra sem precedentes com os bancos rivais.


10) Em 1994, comprou o Banesto, após a instituição ter sido resgatada pelo governo espanhol.


11) Na década de 90, expandiu os negócios na América Latina e entrou na Argentina, Brasil, Colômbia, México, Peru, Venezuela, Chile, Porto Rico e Uruguai, com uma estratégia que salvou mais tarde o banco durante a crise financeira internacional que abalou profundamente a Espanha.


12) Botín era disciplinado e direto e cuidava de todos os detalhes da gestão do banco, até o patrocínio esportivo do banco na Fórmula 1.


13) Cuidava bem da saúde e alimentação, e tinha como meta superar a gestão do seu pai, que deixou a presidência do banco aos 83 anos.

(Com informações da agência EFE)

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