13º: prioridade para pagar dívidas

A maior fatia dos recursos do 13.º salário será destinada para pagamento de dívidas. Essa intenção foi captada pela pesquisa InformEstado realizada nos dias 15 e 16 de novembro e representa mais do que o dobro da registrada no Natal de 1999. O levantamento mostra que 53% dos paulistanos pretendem usar o salário adicional para quitar compromissos já assumidos, ante 24,1% das intenções de 1999, ano em que o pagamento de dívidas também liderou o ranking do que fazer com o 13.º salário. Usar o 13.º para ir às compras está respondendo por 14%, ante 23,8% da pesquisa anterior. O item poupar representa 14% das intenções, ante 18,5% de 1999. Apenas 7% dos entrevistados se mostraram dispostos a investir ou aplicar esse dinheiro neste ano, quando no Natal de 1999 essa fatia era o dobro da atual (14%). A intenção de gastar os recursos com férias foi mantida na faixa de 6% na comparação com o último ano. Estima-se que R$ 22 bilhões vão ingressar na economia por conta do 13.º salário.Fatores que explicam o endividamentoO nível de endividamento é outra informação da pesquisa que confirma a pouca disposição imediata de ir às compras. A pesquisa mostra que cresceu a fatia dos endividados. No ano passado, 60,3% dos paulistanos consultados declararam que tinham dívidas, ante 74% em 2000. A pesquisa também mostra que o consumidor está criterioso em assumir novos compromissos. A maioria dos entrevistados (71%) declarou que não pretende fazer novas dívidas; 10% informaram que vão às compras financiadas se os juros baixarem; e 19% informaram que vão assumir dívidas de qualquer maneira. Outro fator que pode explicar, em parte, a menor predisposição para assumir dívidas neste Natal em relação a 1999 é a dinâmica da atividade econômica. Em 2000, com a recuperação do emprego, do nível de atividade, a redução dos juros e o alongamento dos prazos do crediário no ano, as pessoas foram assumindo dívidas, mês a mês, e chegaram em dezembro com parte do orçamento comprometido.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.