15% do pacote dos EUA será ineficaz, diz Nobel de economia

Paul Krugman afirma que tem expectativas menores para a versão do Senado, que quer cortar pacote

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

06 de fevereiro de 2009 | 19h14

O prêmio Nobel de Economia de 2008 e professor da Universidade Princeton, Paul Krugman, estima que cerca de 15% do pacote de estímulo econômico em debate no Congresso dos EUA será ineficaz. Ele disse que atribuiria uma nota A ou B para o pacote aprovado pela Câmara dos Representantes na semana passada, mas que tem expectativas menores para a versão do Senado.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise   Os senadores americanos vem trabalhando para cortar bilhões de dólares do pacote, estimado em quase US$ 935 bilhões. O presidente dos EUA, Barack Obama, vem pressionando os senadores para manterem um pacote ao redor de US$ 800 bilhões.   Com Obama pressionando por uma rápida aprovação do pacote de estímulo, depois de um dado especialmente negativo do mercado de mão de obra, e com os senadores com expectativas de ter um pacote final para ser votado ainda nesta sexta-feira, Krugman alertou os congressistas a não cortarem as iniciativas de gastos ou ajuda para governos estaduais e locais.   "Os governos estaduais e locais, que operam sob exigências de um orçamento equilibrado, estão sendo forçados a cortar gastos neste momento", disse o prêmio Nobel de Economia em um evento em Washington. Ele acrescentou que uma forma bastante rápida para aumentar os gastos relativos seria evitar cortes de gastos, portanto, um auxílio aos governos estaduais e locais seria positivo.   Krugman disse que acredita que o governo conseguirá mais ímpeto de seu pacote de estímulo através de investimentos do que de medidas de corte de impostos. "O perigo claro e presente é não ter gastos suficientes, assim o que você quer são programas que venham a aumentar os gastos", disse. "Se você fizer um corte nos impostos não há garantia de que o dinheiro será gasto", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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