Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO
Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

16 toneladas de medicamentos embarcam em aviões da FAB para abastecer o Nordeste

Medida faz parte da estratégia de emergência do Ministério da Saúde que tenta reduzir o impacto da greve dos caminhoneiros

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 14h57
Atualizado 29 Maio 2018 | 19h55

Dois aviões da Força Aérea Brasileira decolaram de Brasília rumo à cidade pernambucana de Caruaru levando a bordo 16 toneladas de materiais usados em hemodiálise. Os produtos, que serão distribuídos em cidades do Nordeste, foram recolhidos de caminhões que tentavam, sem sucesso, fazer o transporte para a região.  As viagens ocorreram na noite de segunda e manhã de terça. A medida faz parte da estratégia de emergência que começou a ser alinhavada na segunda pelo Ministério da Saúde para tentar reduzir o impacto da greve dos caminhoneiros, que completou 9 dias nesta terça-feira, 29.

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Além de aviões da FAB, companhias aéreas embarcaram em diferentes voos uma série de medicamentos comprados pelo Ministério da Saúde para distribuir aos Estados. Esses remédios já deveriam estar nos armazéns locais mas, por causa da greve, ainda permaneciam em Brasília. Por causa do atraso, também provocado pela greve, a estimativa era a de que os estoques locais dos medicamentos seriam suficientes para apenas dois dias.

Os carregamentos começaram a ser enviados pelas companhias aéreas na segunda. Juntos, somam cerca de 2 toneladas. Na lista, estão 10 remédios. Indicados  para tratamento de câncer, para pacientes submetidos a transplantes, para controle de doenças raras, artrite reumatoide e hepatite. Os medicamentos serão encaminhados para SP, RJ, PE, ES, BA, MT, MS, PR, SC e PA.

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O uso da Força Aérea Brasileira  será feita apenas em casos de emergência. A estratégia para tentar reduzir o impacto da greve prevê também o uso de comboios escoltados pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Exército, no caso de medicamentos que têm de fazer transporte entre dois Estados.

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Além da falta de medicamentos, alguns centros alertam para o risco do acúmulo de lixo  hospitalar.  “Esse é um problema que por enquanto está sendo contornado de uma ou outra maneira. Mas se a situação persistir, o risco para população internada será grande”, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde, Leonardo Vilela. No  Hospital Estadual de Urgências da região Noroeste de Goiânia Dr. Otávio Lage de Siqueira, em Goiânia, por exemplo, a situação de coleta de resíduos foi classificada nesta terça como de “emergência.”

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O Ministério da Saúde afirmou que até o nono dia de paralisação dos caminhoneiros, os estoques de vacinas estavam em níveis normais. O problema, de acordo com a pasta, era justamente a redução do comparecimento aos postos. Isso vale tanto para vacinas de rotina como para a vacina de gripe, usada atualmente numa campanha de vacinação. A campanha que já estava com uma adesão considerada muito baixa, deverá ser prorrogada em todo o País por pelo menos mais duas semanas. Pelo cronograma inicial, a campanha terminaria dia 1º de junho. Nos Estados de Amazona e Roraima, que atravessam um surto de sarampo e estão neste momento em campanha de vacinação contra a doença, estoques são suficientes para atender a demanda. 

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