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20% dos voos do País devem ter subsídio

Programa do governo que incentiva a aviaçãoregional vai beneficiar principalmente a Azul

Marina Gazzoni, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2014 | 02h05

Cerca de 20% das rotas operadas atualmente pelas companhias aéreas brasileiras poderão receber subsídios do plano de aviação regional, segundo levantamento feito pelo 'Estado' com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Azul deve receber mais da metade do valor destinado ao subsídio de rotas existentes e ser a companhia mais beneficiada.

O governo publicou na segunda-feira uma medida provisória que autoriza a União a transferir recursos a empresas para a realização de voos regionais. Segundo o texto, poderão ser contemplados voos com origem ou destino em aeroportos de pequeno ou médio porte. A Secretaria de Aviação Civil (SAC) considera como regionais aeroportos com movimentação anual de até 800 mil passageiros por ano - há 122 aeroportos com essas características no País, de acordo com a Anac.

Dos 18,9 mil voos semanais nacionais, 3.740 chegam ou partem desses aeroportos e podem receber subsídio, aponta levantamento feito pelo Estado com base na malha aérea vigente. A estimativa da SAC é transferir R$ 1 bilhão às empresas ao ano.

A Azul é a empresa que voa para o maior número de cidades brasileiras, com mais de 100 destinos atendidos. A companhia tem 36% dos seus voos enquadrados no programa de estímulo ao setor, segundo o levantamento. Com o incentivo do governo, a Azul planeja comprar novos aviões e ampliar o número de destinos atendidos, disse anteontem o presidente da Azul, Antonoaldo Neves.

As líderes no mercado brasileiro TAM e Gol voam com aviões maiores e são focadas em rotas entre cidades grandes. Mas alguns de seus destinos atuais, como Maringá (PR), São José do Rio Preto (SP) e Santarém (PA), têm movimento inferior a 800 mil passageiros por ano. A Gol tem 11,8% dos seus voos em aeroportos regionais e deve receber cerca de 19% do subsídio pago aos voos existentes. Já a TAM tem cerca de 7% das suas rotas enquadradas no programa e deve receber quase 10% do valor. O programa também pode beneficiar empresas menores, como Passaredo, Sete e MAP, que têm, respectivamente, 49%, 90% e 100% dos voos em aeroportos pequenos.

Para o professor Elones Ribeiro, diretor da faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS, o plano pode trazer novas empresas ao setor. "Antigamente muitas empresas faziam voo regional porque havia subsídio. Acho que o plano pode estimular o surgimento de novas empresas." / COLABOROU NAYARA FRAGA

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