2003 foi ano perdido, diz vice-presidente da Fiesp

O vice-presidente da Fiesp, Roberto Jeha, avalia que 2003 será "um ano irremediavelmente perdido" para o setor industrial, apesar de ele estar otimista quanto a uma possível recuperação econômica nos próximos meses. "A perda no primeiro semestre foi tão alta que, mesmo que se tenha uma grande melhoria no segundo semestre, não dá para compensar", enfatizou o industrial durante entrevista no Conta-Corrente da Globo News. "Nós temos de olhar daqui para a frente e eu estou otimista em relação ao período de hoje até o fim do ano."Recuperação à vistaA queda de dois e meio pontos percentuais da taxa Selic, com perspectiva de novas quedas, que teria alterado positivamente o ânimo dos empresários e consumidores; as vitórias políticas alcançados pelo atual governo, particularmente na reforma da Previdência; o período de safra agrícola e o início do período de reajustes salariais, em setembro, são fatores que, segundo Roberto Jeha, justificam o relativo otimismo em relação ao segundo semestre. "O risco Brasil vem caindo e eu acho que vai ser possível, se necessário for, um acordo com o FMI melhor do que o atual", previu o empresário. "Eu entendo que a gente pode ter, não um ano brilhante, mas pelo menos um bom preparo para efetivamente voltarmos a crescer em 2004."

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