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2014 não terá ‘gastança’, diz Dilma

Em entrevista, presidente diz que vai cumprir a meta fiscal e que a relação com os empresários é de cooperação, sem subordinação

Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura, de O Estado de São Paulo,

21 de novembro de 2013 | 21h29

BRASÍLIA - Em meio a questionamentos à política econômica do governo, a presidente Dilma Rousseff aproveitou uma entrevista ao site de notícias 247 para garantir que vai cumprir a meta fiscal em 2014, apesar de ser um ano eleitoral. "Eu assumo aqui um compromisso: a meta fiscal será cumprida não só neste ano, mas também em 2014", disse a presidente.

"Comigo não tem essa história de gastança porque é ano eleitoral", assegurou a presidente. Tradicionalmente, em todos os principais países, o mercado financeiro aposta em aumento de gastos em ano eleitoral, como parte do ciclo político.

Dilma também respondeu às críticas de que é hostil aos empresários e avisou que o Estado não vai se subordinar a eles. "No nosso governo, a relação é de cooperação com o empresário. Agora, nem o Estado pode querer subordinar o empresário, nem o empresário pode querer subordinar o Estado."

A presidente fez questão de explicar o desequilíbrio das contas públicas, que já estaria superado. "Setembro foi um ponto fora da curva e isso já foi muito bem explicado pelo ministro (da Fazenda) Guido Mantega. Houve despesas extraordinárias, ligadas ao pagamento de abonos salariais, mas aquele número já ficou para trás. Outubro teve a maior arrecadação fiscal da história - mas isso, a gente sabe, né, não é notícia", justificou a presidente, ao comemorar o pacto fiscal assinado com o Conselho Político, na terça-feira para evitar aprovação de novas despesas, pelo Congresso, sem lastro no Orçamento.

Concessões. Na entrevista, a presidente demonstrou confiança no resultado dos leilões dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG), cujo resultado será conhecido nesta sexta-feira.

"Vai ter competição e acho que será muito forte", comentou. "Conseguimos o que sempre buscamos: as maiores concessionárias de aeroportos do mundo, que irão transferir tecnologia, conhecimento e gestão nesse setor", celebrou, ao destacar que, na montagem dos consórcios estão incluídos operadores de aeroportos de Cingapura, Holanda, França e Inglaterra, além de alguns grupos nacionais.

Os empresários têm travado uma guerra nos bastidores com a presidente Dilma desde o início do governo. Embora sejam ocasionalmente chamados para reuniões no Palácio do Planalto, os empresários se queixam da "mão pesada" da presidente na condução da economia e em exigências que consideram descabidas que travam os negócios e o andamento de projetos.

Por outro lado, Dilma acredita que o empresariado não fez a sua parte após as desonerações concedidas pelo Planalto. A presidente atribuiu "ao fogo inimigo" notícias de que estaria em guerra com o empresariado. "Diálogo aqui nunca faltou e nunca faltará. No nosso governo, a relação é de cooperação com o empresário."

Jogo de pressões. De acordo com o portal, a presidente Dilma considera "coisa normal" o "chororô" do empresariado. "Antes dos leilões, é sempre assim mesmo. É um jogo de pressões", afirmou, lembrando os processos das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. "O que eu vejo quase sempre é deságio em relação às tarifas, o que significa que os empresários calculam o risco e aceitam uma taxa de retorno menor do que a estabelecida nos próprios editais", observou. "No caso dos aeroportos leiloados, os concessionários pagaram valores altos, assumiram grandes compromissos de investimento e não me consta que estejam perdendo dinheiro."

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