ALEX SILVA/ESTADÃO
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2015 não foi um ano bom para o comércio e continua piorando, diz IBGE

Resultado positivo em novembro não reverte trajetória de retração nas vendas varejistas no longo prazo, segundo gerente do instituto

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2016 | 11h31

RIO - O ano de 2015 não foi bom para o comércio e continua piorando, afirmou nesta quarta-feira, 13, Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No bimestre entre outubro e novembro, o varejo registra perda de 6,7% em relação a igual período de 2014, pior do que a queda de 5,7% verificada no terceiro trimestre de 2015.

"Ainda temos de aguardar o resultado de dezembro (para fechar o trimestre). Mas 2015 não foi um ano bom para o comércio, foi piorando e continua nessa trajetória", disse Isabella. Nem a alta de 1,5% nas vendas em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, serviu para atenuar o cenário negativo.

"O resultado na margem é importante, mas não reverte trajetória do comércio no longo prazo", afirmou a gerente. Além disso, o setor opera 7% abaixo de seu pico histórico atingido um ano antes, em novembro de 2014. A rápida descida pode ser explicada pela mudança radical na conjuntura. "Em novembro do ano passado, a massa de renda real de salário crescia 3% em relação ao ano anterior. Agora, há uma queda de 12,2%. A situação é bem distante em termos de mercado de trabalho, juros e inflação", disse Isabella.

Entre os setores, todos acentuaram o ritmo de queda no bimestre de outubro a novembro, exceto os artigos farmacêuticos, que exibem alta de 0,7% no período em relação a 2014. "A atividade farmacêutica se sustenta devido a sua natureza de comercialização de produtos essenciais", explicou a gerente do IBGE.

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