25 anos de excelência

Premiação mantém o conceito de reconhecer as empresas com o melhor desempenho e a maior participação no mercado de novos lançamentos

Pedro Rubens Santos ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 04h59

O horizonte de arranha-céus aponta os rumos do mercado imobiliário de São Paulo, em constante evolução e grande crescimento desde 1993, data de lançamento do Prêmio Top Imobiliário. No período, o País passou por severas mudanças sociais, políticas e econômicas. Nesse cenário mutável, o comércio de imóveis se adaptou e manteve-se competitivo. “São Paulo, nos últimos 25 anos, tem liderado o mercado brasileiro”, diz o sócio diretor da Plano & Plano, Rodrigo Luna. “Reflete os altos e baixos da economia nacional”. Segundo ele, o imóvel é um bem de raiz e o maior investimento que uma família faz na vida.“Esse prêmio tem enorme relevância para o setor”, afirma. “Por avaliar, com base em parâmetros e levantamentos quantitativos feitos por especialistas, fornece uma clara visão do desenvolvimento do mercado e dos principais players.”

Em março de 1993, nascimento do prêmio, com inflação de 27% no mês, a instabilidade reinava no País. Itamar Franco estava na Presidência no lugar de Fernando Collor de Mello, deposto em processo de impeachment, em setembro de 1992. Antes de 1993, havia ausência de crédito e falta de financiamentos para produção e aquisição de imóveis. A partir de 1994, com o Plano Real, o cenário melhorou e o setor garantiu seu crescimento. Três anos mais tarde, a criação do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) inovou a forma de financiamento.

O prêmio criado pelo Estado, em parceria com a Embraesp, destaca as imobiliárias, incorporadoras e construtoras que registraram o maior desempenho em São Paulo e região metropolitana. Na primeira edição, contou apenas com um grupo de empresários da construção civil reunidos na sede do jornal. “O prêmio reflete como o mercado é”, diz Gil Vasconcelos, diretora de incorporação da Econ Construtora. “É importante para nos posicionar em relação aos concorrentes.” Para o presidente da Trisul, Jorge Cury, trata-se de grande prestígio: “É um reconhecimento importante sobre a nossa boa performance.” O diretor comercial Sérgio Paulo dos Anjos confirma: “O Top Imobiliário consagra o trabalho desenvolvido pela MRV, além de nos dar ânimo para os próximos passos.” Entre problemas no campo econômico e alternâncias de poder, o Brasil viveu um quarto de século intenso. Foram cinco presidentes no período, além de graves crises. “O país mudou demais”, diz o diretor geral da Tegra, Thiago Castro. “Olhando para trás, se vê que houve muita oscilação nesses 25 anos.”

Perto da virada do século, a negociação de imóveis foi afetada pela crise asiática de 1997, que elevou juros e desacelerou a economia brasileira e, em 1999, desvalorizou o real. A chegada do século 21 veio junto de crises internacionais. O mercado imobiliário ainda não contava com estrutura legal suficiente para evitar transtornos. O marco regulatório do setor ocorreu em 2004 com a Lei 10.931, que consolidou a alienação fiduciária – transferência de um bem do devedor ao credor para garantir o cumprimento de uma obrigação. Com segurança jurídica, os bancos passaram a financiar produção e a compra de imóveis. Os anos de 2005 e 2006 também foram emblemáticos, com a abertura de capital das empresas. “Em 1993, era um mercado de empresas médias e pequenas, pouco crédito, insegurança jurídica”, afirma o vice-presidente de operações da Even, João Azevedo. “O surgimento da garantia fiduciária foi um grande marco do setor.”

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