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28,5% dos domicílios ainda não tinham acesso a nenhum sinal de TV digital em 2013

Mesmo prestes a acabar, transmissão por sinal analógico ainda é a principal forma de acesso à TV para mais de um quarto dos brasileiros, segundo o IBGE

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2015 | 10h00

RIO - Apesar de a contagem regressiva para o desligamento do sinal analógico de televisão já estar em curso, uma fatia considerável de famílias ficaria desguarnecida caso o cronograma de desativação tivesse conclusão prevista para os dias atuais. Em todo o Brasil, 28,5% dos domicílios não tinham nenhum tipo de acesso ao sinal digital de televisão ao fim de 2013, segundo um suplemento especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgado nesta quarta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice é ainda maior no Norte (34,3%) e no Nordeste (30,5%), mas igualmente significativo no Centro-Oeste (28,9%), no Sudeste (27,2%) e no Sul (26,2%). Segundo o IBGE, esses domicílios não possuem recepção de sinal digital de TV aberta, nem contam com televisão por assinatura ou antena parabólica. "Conhecer esses dados vai auxiliar na política de desligamento do sinal analógico", afirmou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad.

O Ministério das Comunicações mantém um cronograma de desligamento do sinal analógico da televisão aberta que vai até dezembro de 2018. Este prazo já foi estendido, pois o decreto original da TV digital no País previa que isso ocorresse até junho de 2016.

Ainda segundo o IBGE, a maioria das residências brasileiras ainda conta apenas com televisores de tubo (54,5%), com índices ainda mais elevados no Nordeste (67,6%) e no Norte (64,1%). Isso não quer dizer, porém, que essas pessoas não contam com o sinal digital, já que muitos desses domicílios possuem o equipamento que faz a conversão - algo não mensurado na pesquisa.

Já o número de domicílios que possui apenas televisores de tela fina, modelos mais modernos, atingiu 24,3%, com maior ocorrência no Sudeste. As residências que contam com ambos os modelos, por sua vez, responderam por 21,2%, segundo a Pnad.

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