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40% das empresas já tiveram celular ou tablet roubados

Segurança precária com dispositivos móveis pode facilitar a utilização indevida de dados [br]cadastrais dos clientes

Silvio Crespo, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

Uma pesquisa feita com 1.500 profissionais que usam dispositivos móveis (celulares, tablets e laptops) no trabalho indica que o descaso com segurança de dados leva empresas a perderem informações "essenciais" e também dados sobre clientes.

O estudo foi realizado pela companhia de segurança em internet McAfee, em parceria com a Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, nos EUA. Foram ouvidos 1.500 profissionais de 14 países, incluindo o Brasil.

Entre os entrevistados, 40% disseram que o roubo ou perda de dispositivos móveis os levou, pelo menos uma vez, a perder dados de clientes; quase 30% afirmaram já terem perdido informações relacionadas à propriedade intelectual corporativa e mais de 15% contaram que perderam informações financeiras da companhia.

O estudo mostra ainda, que quatro em cada dez empresas já tiveram dispositivos móveis perdidos ou roubados, metade dos quais com dados essenciais da companhia. Mais de um terço das perdas de celulares, laptops ou tablets afetou financeiramente a empresa, segundo o estudo.

"Conduta de risco (por parte das empresas) e procedimentos de segurança ineficientes são comuns", afirma o relatório da McAfee. O estudo constatou que, apesar de 95% das companhias analisadas terem políticas relacionadas com segurança de dados de dispositivos móveis, apenas um terço dos funcionários, em média, conhecem as diretrizes da própria companhia em relação a essa questão. Menos da metade dos usuários de celulares, laptops e tablets em empresas faz "backup" (cópia de segurança) de dados armazenados em dispositivos móveis mais de uma vez por semana. Ainda, quase metade dos entrevistados mantém dados confidenciais (profissionais ou pessoais) em dispositivos móveis e um quinto armazena dados do cartão de crédito.

"O cenário de segurança no campo da tecnologia móvel é praticamente inexistente", avalia o advogado David Rechulski, especialista em direito penal empresarial. Seu escritório atua no combate a fraudes e por isso toma algumas medidas de segurança que não são comuns nas empresas. Por exemplo, todo o conteúdo dos notebooks é criptografado, e os dispositivos móveis não armazenam o conteúdo dos e-mails enviados e recebidos.

Na maioria das empresas que ele atende, no entanto, a segurança é precária e pode levar à utilização indevida, por exemplo, de dados cadastrais de clientes e informações confidenciais da empresa.

Prejuízo

15%

dos entrevistados perderam informações financeiras da companhia quando tiveram seus celulares, tablets ou laptops roubados.

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