41% dos brasileiros ficaram com o ‘nome sujo’ em agosto, diz pesquisa

Motivos são a falta de planejamento e a dificuldade de avaliar o quanto efetivamente se paga ao fazer compras parceladas

Vanessa Stecanella, da Agência Estado,

26 de setembro de 2012 | 11h35

SÃO PAULO - No mês de agosto, 41% dos consumidores brasileiros estão ou já foram impossibilitados de fazer compras a prazo por ter "nome sujo" na praça, segundo pesquisa nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito SPC Brasil.

Apesar deste universo incluir pessoas da classe A e B, o estudo realizado no mês passado mostra que os brasileiros das classes C e D são os que mais sofrem com a situação da inadimplência. Os motivos principais são a falta de planejamento financeiro e a dificuldade de avaliar o quanto efetivamente pagam quando fazem compras parceladas.

A pesquisa, divulgada nesta manhã, aponta uma relação direta entre renda e escolaridade, de modo que quanto maior o faturamento mensal per capita, maior o nível de instrução.

O economista da SPC Brasil Nelson Barrizzelli diz que um dos fatores que evitaria a inadimplência seria o conhecimento dos juros embutidos nos financiamentos. "Em casos como o do cartão de crédito e dos juros do cheque especial, os custos cobrados ao final superam em muito os do principal utilizado. Um conhecimento efetivo sobre esses juros evitaria que as famílias se tornassem inadimplentes pelo uso inadvertido desses instrumentos de crédito", afirma o economista. 

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